terça-feira, 30 de abril de 2013

BRINCADEIRAS COM AS PALAVRAS: Releitura do poema “A casa e o seu dono”, Elias José (parte 3).



FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA ATIVIDADE

A dica pedagógica para a Educação Infantil que apresentamos hoje, servirá para aprofundarmos um pouco mais a respeito do papel da Linguagem Escrita nessa etapa de ensino, pois, conforme mostra Stemmer (2010, p.v 131), comumente nos deparamos com professores (as) que atuam na Educação Infantil levantando questionamentos  relacionados ao processo de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita,

[...] são comuns indagações como: alfabetiza-se, não se alfabetiza? E se a criança pergunta?  E se os pais ensinam? E se os pais exigem que se ensine? Eu digo ou não digo com que letra se escreve? Eu digo ou não digo que está escrito errado? E se não corrijo, o que os pais vão pensar? Eu deixo a criança descobrir sozinha? Como trabalhar com a linguagem escrita na educação infantil? Trabalha-se com a linguagem escrita na educação infantil?

Diante de tais questionamentos, a autora mencionada, responde que devemos sim, ensinar a linguagem escrita às crianças, sem, contudo enfatizar mecanicamente o ler e o escrever. Stemmer (2010, p. 140), ressalta que, nós professores (as) que atuamos nessa etapa de ensino precisamos estar conscientes de que não estamos lidando com adultos em miniatura, visto que, conforme “[...] afirmou Luria, e ainda que saibamos, que ela modela sua cultura primitiva, pois mesmo não possuindo arte da escrita, ainda assim escreve; e ainda que não possa contar, ela conta [...]”(2010, p. 140). Desse modo, a autora ressalta que nos compete enquanto professores (as), conscientes da complexidade que envolve o processo de alfabetização, possibilitar intencionalmente que as crianças se apropriem dos artefatos culturais produzidos pela humanidade ao longo de sua história.

No processo de apropriação da escrita, é fundamental que a criança compreenda a função social da escrita, ou seja, que a leitura e a escrita não são apenas atividades escolares, mas que

As palavras servem para brincar, para rir, para chorar, para expressar sentimentos e desejos, para convencer, para ordenar, para informar, para aprender e ensinar, para comunicar-se com o outro, para pensar. A linguagem é um instrumento de ação no mundo, sobre o outro, com o outro e com os muitos outros que constituem nosso pensamento e a nossa consciência [...]. (CORSINO, 2009, p. 50).

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Atividades no espelho: “Espelho, espelho meu!”


No livro, CORPO EM MOVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL, dos autores Vilma Lení Nista-Piccolo e Wagner Wey Moreira, encontramos uma dica pedagógica para Educação Infantil, envolvendo especialmente o eixo movimento, a qual diz respeito à brincadeira “Espelho, espelho meu!”.

Para realização dessa atividade os autores sugerem:

1º Passo: Na roda de conversa questione se as crianças sabem o que é um espelho e como poderiam brincar com seus movimentos corporais a partir da ideia de espelho. Nista-Piccolo e Moreira (2012, p. 120) ressaltam que é muito importante permitir que as crianças demonstrem expressando seus pensamentos sobre esse tipo de brincadeira, utilizando ou não o espelho.

2º Passo: Para sistematização da brincadeira as autoras sugerem que as crianças fiquem em duplas, dispostas uma em frente à outra. A proposta é a criança que representa o espelho consiga executar os mesmos movimentos do colega que está à sua frente, quase ao mesmo tempo. Por um momento, uma criança é designada autora dos movimentos e outra “repetidora”, depois se inverte a posição/função.

domingo, 28 de abril de 2013

Uma proposta de trabalho a partir do poema “A casa e o seu dono”, Elias José (parte 2).


DIFERENTES TIPOS DE MORADIA



Diferentemente do trabalho pedagógico com a leitura e a escrita pautado em palavras, sílabas ou letras isoladas, o texto é espaço de diálogo, de interação do sujeito com outro e produção de múltiplos sentidos. E, é exatamente isso que ocorre com o poema de Elias José, “A casa e o seu dono”, postado aqui no CRINFANCIA no dia 24/04/2013, pois, além de brincar com as palavras produzindo rimas às vezes sem o menor sentido, o texto também nos remete ao estudo da temática “MORADIA”, já que o poema descreve de forma divertida o tipo de moradia de alguns animais.
Dessa forma, nós do CRINFANCIA, a partir desse texto, apresentamos algumas dicas de atividades voltadas para a temática MORADIA, as quais abordam os seguintes aspectos:

- como e porque o homem passou a construir casas ? (Para conhecer um pouco mais sobre esse assunto clique aqui e veja algumas sugestões que encontramos no blog http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br), 
- os tipos de moradia,
- a criança e a sua moradia.
 Também seria interessante que as crianças conhecessem como alguns animais se protegem do vento, da chuva, do calor, do frio entre outros fenômenos da natureza.

Para começar, retome a leitura do poema “A casa e o seu dono” de Elias José, em seguida na roda de conversa oriente o diálogo em torno da temática moradia, incentivando as crianças a dizer onde moram e a descrever como é a sua casa. Clique aqui, para conhecer algumas sugestões de atividades voltadas para a temática moradia.






sábado, 27 de abril de 2013

Dica rápida: Ajudante do dia


O “AJUDANTE DO DIA” é uma atividade permanente presente em muitas turmas de Educação Infantil e em outras já esquecida, tanto para o primeiro como para o segundo caso, nós do CRINFANCIA, recomendamos a leitura do texto “TODA PROFESSORA PRECISA DE AJUDANTE”, escrito pela professora Beatriz Dornelas e apresentado em seu blog. Clique aqui e conheça o texto e as imagens que retratam a atividade.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Ação pedagógica com bebês: atividades no espelho


Comumente observarmos os bebês fascinados com a própria imagem refletida no espelho. Para ele não importa saber se aquela imagem refletida é ele mesmo, ou refere-se a outro, o que lhe interessa de fato é que toda sua ação tem uma resposta imediata, por exemplo, quando ele se move, a imagem no espelho se move também.

Vale que ressaltar que somente aos dezoito meses o bebê percebe que é dele a imagem refletida no espelho. Seber (1992, p.28) aponta também, que até essa fase a criança só percebe as partes que constituem o seu rosto por meio

[...] de informações sensório-motoras relativas ao tato, aos movimentos, ao gosto, ou seja, ela só sente certos órgãos, mas não os vê. Assim sendo, precisa aprender a transpor ou relacionar essas informações táteis-cinestésicas ou gustativas à informações visuais, apoiando-se naquilo que observa no corpo de outra pessoa que lhe serve de modelo.

Desse modo, considerando que “[...] no primeiro ano de vida todas as aquisições da criança aparecem sob a influencia imediata dos adultos, que não somente satisfazem todas as suas necessidades, como também organizam seu contato variado com a realidade, sua orientação no espaço e as ações com os objetos [...]” (Arce, 2009,p.169), é fundamental, que você, professor (a) que atua com bebês, planeje situações de ensino-aprendizagem utilizando o espelho, objetivando o reconhecimento das crianças de si mesma e de seu corpo.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Diferentes maneiras de brincar o “serra, serra, serrador”


No dia 23/04/2013 sugerimos a brincadeira do “Serra, serra, serrador” para bebês a partir dos 6 meses, mas você sabia que ela pode ser uma proposta de brincadeira bastante interessante para crianças maiores de 2 anos?

Com as crianças entre 2 e 3 anos é possível brincar da seguinte maneira, conforme apresentamos abaixo:
http://cmeidrzildaarns.blogspot.com.br/2012/08/brincadeiras-de-serraserra-serrador.html

Brinca duas crianças sentadas uma de frente para outra, dando-se as mãos. Começam a balançar de trás para frente, indo e vindo e cantando: - Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou? Serra um, serra dois, serra três...

Para as crianças maiores de 3 anos a sugestão é que ao cantar “quantas tábuas já serrou?” , uma das crianças diz um número de um a dez. Então, as duas se levantam e, sem soltarem as mãos, dão os giros correspondentes ao número escolhido. O desafio é girar sem soltar as mãos ou cair. Depois é só sentar e começar tudo de novo. Agora é a vez da segunda criança escolher um número.

Essa brincadeira contribui no desenvolvimento de diversas habilidades e capacidades:

1) A primeira delas diz respeito a capacidade de interação entre as crianças, as quais precisam coordenar os movimentos e combinar ações.

2) Em relação ao movimento, desenvolve-se a flexibilidade, a coordenação motora e a capacidade de realizar os diferentes deslocamentos propostos na brincadeira.

3) Em relação ao raciocínio lógico-matemático, as crianças realizam contagem oral e as maiores ainda precisam coordenar a quantidade de giros em relação ao número escolhido.

4) Essa brincadeira contribui com o desenvolvimento  da linguagem oral e escrita de maneira lúdica, visto que, apresenta um jogo de palavras que envolve rima e ritmo, de acordo com Corsino (2009, p. 60-61)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Ação pedagógica com os bebês: “Serra, serra, serrador”



Considerando, que as primeiras relações sociais dos bebês são mediadas pelo adulto, vale ressaltar a relevância do trabalho educativo promovido pelos professores que atuam na faixa-etária de 4 meses a 1 ano, pois conforme destaca Elkonin (apud, Arce e Silva, p. 173) “[...] o processo de desenvolvimento mental está intimamente conectado à educação das crianças [...]”. Nesse sentido, conforme, explica Arce (2009, p. 176) a faixa etária de zero a um ano apresenta

“[...] como atividade principal, a comunicação emocional direta. Dessa forma, percebemos a importância de um trabalho com bebês voltado para a estimulação da linguagem, da fala, de exercícios que favoreçam e desenvolvimento integral do bebê”

Sendo assim, a tradicional brincadeira “Serra, serra, serrador”, apresenta-se como uma excelente dica de atividade a ser desenvolvida com bebês a partir de 6 meses, porque propicia o contato afetivo entre o adulto e o bebê,  o desenvolvimento da linguagem oral, o ritmo e o movimento.

Como e por que brincar de “Serra, serra, serrador”?

 Aos seis meses o bebê possui certa rigidez corporal que demandará do professor atenção para com a manipulação do corpo, pois deve-se objetivar o relaxamento do bebê. Nesta fase é importante obter a abertura da mão pela descontração do ombro estimulando a percepção tátil.

Por isso, aproveite o reflexo de preensão (que fazem os bebês permanecerem com a mão fechadinha) para realizar essa brincadeira: prenda os dedos indicadores nas mãozinhas do bebê, segure-as com os outros dedos por trás, aproxime seu rosto do dele e vá levantando lentamente o tronco da criança.

Esse tipo de brincadeira pode e deve ser acompanhada da fala do professor que pode cantar para o bebê os versos da cantiga folclórica, “Serra, serra, serrador”, enquanto manipula o seu corpo.

Fonte: Arce, Alessandra; Silva, Janaina Cassiano; É possível ensinar no berçário? O ensino como eixo articulador do trabalho com bebês (6 meses a 1 ano de idade). In: Arce, Alessandra; Martins, Lígia Márcia.  Ensinando aos pequenos de zero a três anos. 2009, Campinas. Ed. Alínea.   


domingo, 21 de abril de 2013

Tapete das sensações (parte 1)


Conforme mostram Arce e Silva (2009, p. 178), o cérebro infantil possui significativa plasticidade, por isso, apontam para a necessidade da ação pedagógica com os bebês ser voltada para a estimulação, a qual contribui para o desenvolvimento das habilidades e capacidades dos bebês.

Desse modo, Vincenti e Seteffanini (2009, p.130), baseados em estudos e pesquisas destacam que a estimulação precoce com bebês aumenta a função encefálica “[...] ao passo que a ausência de estimulação precoce leva à perda de função encefálica [...]”.

Considerando a importância da estimulação na ação pedagógica com bebês, ressaltamos a necessidade de o (a) professor (a) planejar e organizar de modo intencional o ambiente, disponibilizando materiais e brinquedos que proponham problemas diferenciados e despertem a curiosidade e o interesse.

Por isso, nós do CRINFANCIA, sugerimos a confecção do “tapete das sensações” para compor de forma instigante o ambiente do berçário. Conforme mostramos nas imagens, esse material pode ser confeccionado sobre uma base de papel ou tecido, onde podem ser colados placas contendo diferentes materiais (lixas, algodão, plásticos, sementes, tampas, entre outros) ou se composto por tecidos com diferentes texturas.




sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dica rápida: Jogo da velha na sacola


No livro “Resolução de Problemas”, as autoras Smole, Diniz e Cândido (2000, p. 60), tratam da importância do jogo para o desenvolvimento da criança, pois, segundo elas “[...] durante o jogo, a aprendizagem da criança pode ocorrer pela interação com o material, as regras e o conflito de opiniões dos outros jogadores [...]”.

As autoras, ainda ressaltam que em qualquer jogo que envolva conflito de objetivos, ou seja, cada movimento feito por um dos participantes que interfira na decisão do oponente gera um novo problema a ser resolvido, pois altera ou confirma a estratégia que cada um dos oponentes estava usando.

E, pensando nisso, nós do CRINFANCIA, apresentamos mais uma sugestão para o “jogo da velha”, a qual denominamos de “Jogo da velha na sacola”. Conforme apresentamos na imagem abaixo, o tabuleiro do jogo teve como base uma sacola de algodão cru, onde foram costuradas as três linhas e três colunas. O habitual círculo (O) e xis (X) foram substituídos por círculos vermelhos e círculos amarelos confeccionados com feltro.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

TWISTER CORPORAL


No livro, “Corpo em Movimento na Educação Infantil”, dos autores, Vilma Lení Nista-Picollo e Wagner Wey Moreira (Cortez Editora), encontramos a sugestão da atividade, TWISTER CORPORAL, bastante interessante e tem como eixo o Movimento. Conforme, apresentamos na imagem abaixo, para realizar essa atividade, você, professor (a) precisará confeccionar vários tapetes contendo desenhos das diferentes partes do corpo (mão direita e esquerda espalmadas, pé direito e esquerdo, cotovelos, joelhos, bumbum etc.), as quais poderão estar definitivamente colados ou com velcro em tapetes de E.V.A coloridos ou em colchonetes. As autoras sugerem ainda, que no lugar do desenho das partes do corpo sejam colados (círculo, triângulos, quadrados etc.)

Corpo em movimento na Educação Infantil. 2012. São Paulo, SP. Cortez Editora.
Para realização dessa atividade, nós, do CRINFANCIA, sugerimos que ao propor esta atividade, você, professor (a) faça uma roda de conversa para apresentar os diferentes tapetes e ao fazer isso, questione com as crianças sobre o que estão vendo e como pensam que poderiam fazer para brincar explorando os desenhos contidos nos diferentes tapetes.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

AÇÃO PEDAGÓGICA COM BEBÊS:ENCAIXES DE PAPELÃO



Ao pautar-se nos estudos de Vigotski e Elkonim, Arce (2009, 110-111), destaca que a partir dos dois anos, paulatinamente, a criança vai abandonando a dependência de estímulos sensoriais para (re) descobrir os objetos, convertendo-os em “[...] meios para a satisfação de necessidades, ou, em instrumentos [...]” (2009, p. 110), ou seja, a criança passa agir sobre o objeto movida por uma intencionalidade. Nesse sentido, a atividade principal nessa faixa-etária é o que Elkonim denominou como atividade objetal manipulatória.

Para Arce, “[...] esse momento representa grande oportunidade para que se ensine à criança maneira corretas de se atuar com objetos” (2009, p. 110), pois conforme explica a autora nessa nova etapa a criança tende a imitar fielmente atos que lhes ensinado pelo adulto, sendo assim, ela utiliza estritamente os mesmos objeto nas mesmas situações em que recebeu o modelo.

Considerando a importância de propostas educativas que enriqueçam essa etapa objetal manipulatória, que nós do CRINFANCIA, sugerimos o planejamento de atividades que utilizem “ENCAIXES DE PAPELÃO”, como os apresentados nas imagens abaixo.
                                                                                        




 Como podemos ver nas imagens os “ENCAIXES DE PAPELÃO” são materiais simples de serem confeccionados, visto que, podem ser utilizados materiais recicláveis. Por meio, desse brinquedo, você, professor (a) poderá estar dialogando e ao mesmo tempo estimulando a criança à:

- perceber as diferentes formas, tamanhos, cores e quantidade;
- fazer tentativas de associar os objetos nos  diferentes formatos e tamanhos de espaços para encaixe.    








FONTE: Martins, Lígia Márcia.  O Ensino e o desenvolvimento da criança de zero a três anos. In: Arce, Alessandra; Martins, Lígia Márcia.  Ensinando aos pequenos de zero a três anos. 2009, Campinas. Ed. Alínea.  

terça-feira, 16 de abril de 2013

Brincar e desenhar AMARELINHA

No livro, Brincadeiras infantis nas aulas de Matemática, as autoras sugerem que após as crianças terem brincado várias vezes de amarelinha, você, professor (a) da Educação Infantil ou séries iniciais do Ensino Fundamental, planeje atividades nas quais elas possam desenhar por diversas vezes as suas vivências durante a brincadeira. Segundo as autoras, se as crianças tiverem oportunidade de conversar sobre a brincadeira e produzir seus próprios registros pictóricos será possível observar o quanto esses registros evoluem. Ao registrar o que vivenciou na brincadeira, a criança amplia a noção de espaço e a sua consciência corporal.


Smole, Diniz e Cândido (2010, p.27), sugerem que ao desenharem as crianças possam ter espaço para expor suas produções, conversar sobre elas, observar e comparar os desenhos uns com os outros, desta forma, as autoras acreditam que tal procedimento contribui para que a criança evolua em suas percepções e sua representação, pois:

À medida que se oferece à criança a oportunidade de representar pictoricamente suas vivências e compartilhar os registros entre seus pares, parece que começa a perceber a necessidade de caminhar para traços mais precisos, mais sofisticados. [Além disso], esse processo de tentar encontrar uma maneira mais precisa e prática de representação será importante para a posterior elaboração e compreensão da linguagem matemática (2010, p.18).

Agora, que tal propor às crianças de sua turma que desenhem a brincadeira da amarelinha,
 conforme o que vivenciaram? Clique aqui e veja a dica de atividade de registro.

FONTE: Smole, Kátia Stocco. Diniz, Maria Ignez de Souza Vieira. Cândido, Patrícia Terezinha. Brincadeiras infantis nas aulas de matemática. Porto Alegre, Artmed, 2010

domingo, 14 de abril de 2013

Dica rápida: Jogo da velha



Brincadeira e muito raciocínio!

Quem nunca ouviu falar em jogo da velha? Essa atividade de regras extremamente simples não necessita nada mais além de uma folha de papel e um lápis ou, às vezes, nem isso, pois, caso você esteja na praia, pode-se adaptá-lo e jogar apenas com o desenho que se faz com as mãos na areia.

As regras do jogo da velha são bem simples:

·       sobre um tabuleiro de três linhas por três colunas o qual pode ser construído em qualquer lugar,
·       consiste na participação de dois jogadores ou dois grupos que escolhem uma das marcações,
·       é para dois jogadores ou dois grupos, que escolhem uma das marcações , geralmente um círculo (O) e um xis (X),
·       cada jogador joga uma marcação por vez, numa lacuna que esteja vazia,
·       para ser o vencedor do jogo o jogador tem o objetivo de conseguir três círculos ou três xis em linha, quer horizontal, vertical ou diagonal,
·       e ao mesmo tempo, quando possível, impedir o adversário de ganhar na próxima jogada.

E, hoje, nós do CRINFANCIA, estamos sugerindo um jogo da velha diferente, o “Jogo da velha d árvore e da laranja”, o qual conforme mostramos abaixo, pode ser confeccionado com pedaços de TNT e feltro. 





sexta-feira, 12 de abril de 2013

AMARELINHA


Brincadeira, Movimento e os Conhecimentos Lógico-Matemáticos

AMARELINHA - Dalvan Filho


A amarelinha é um brincadeira de rua tradicional e folclórica que está presente de norte à sul do Brasil. Segundo Smole, Diniz e Cândido (2010, p.21),
           
“a amarelinha é conhecida também como sapata, macaca, academia, jogo de pedrinha e pula-macaco, e constitui-se basicamente de um diagrama riscado no chão, que deve ser percorrido seguindo-se algumas regras preestabelecidas [...]” 


Conforme mostra as autoras mencionadas, a amarelinha é uma brincadeira que além de contribuir muito para o desenvolvimento de noções espaciais e auxiliar diretamente na organização do esquema corporal das crianças; também auxilia no desenvolvimento específico de noções matemáticas como noções de números, medidas e geometria, pois

[...] Contagem, sequência numérica, reconhecimento de algarismos, comparação de quantidades, avaliação de distância, avaliação de força, localização espacial, percepção espacial e discriminação visual são alguns conceitos e habilidades do pensamento matemático envolvidos nesse jogo. (Smole, Diniz e Cândido, 2010, p.22).

No livro, Brincadeiras infantis nas aulas de Matemática, as autoras sugerem que ao propor o jogo pela primeira vez, você professor (a) faça perguntas acerca do que as crianças já conhecem:

- Quem conhece a amarelinha?
- Quais tipos de amarelinha que vocês conhecem?
- Desenhem essas amarelinhas que vocês conhecem.
- Como vocês riscam a amarelinha?
- Com o que vocês jogam amarelinha?
- Como é a brincadeira?
- Como é organizado o número de participantes?
- Quem joga primeiro?

Mediante questionamentos como esses, as autoras acreditam que é possível direcionar o trabalho com maior facilidade, posto que, permitirá um contato mais direto como o conhecimento prévio das crianças.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ação pedagógica com bebês: Um mundo de sensações a descobrir!


Pautando-se nos estudos de Vygotski, Arce (2009, p. 113) destaca que no decorrer da primeira infância, a qual corresponde do primeiro ao terceiro ano de vida, há uma estreita relação entre as funções motoras e as funções sensoriais, sendo que, 

[...] Em todo esse período a percepção encontra-se unida à ação, sendo praticamente impossível inferi-las em separado. Em seus trabalhos, Vygotski considerou que o desenvolvimento da percepção é, na primeira infância, a base sobre a qual se consolida o desenvolvimento das demais funções, considerando-na predominante nas crianças pequenas.

Desse modo, o planejamento intencional de atividades que articule ação, percepção e sensação é fundamental para a ação pedagógica com bebês. Foi pensando nisso que nós do CRINFANCIA, apresentamos para hoje uma dica pedagógica que tem como objetivo propiciar o contato de crianças pequenas com diversas formas de exploração dos materiais e que ao mesmo tempo possa ampliar o seu modo de mexer com eles. Para isso, que tal oportunizar o contato e a manipulação de diferentes melecas?

As melecas são produzidas a partir de receitas que misturam texturas diferentes feitas para manipular e usar em diferentes suportes, para saber mais clique aqui. Essas receitas podem combinar água fria ou morna com amido de milho, farinha de trigo, anilina, guache, sagu e cola, entre outros, procurando evitar elementos tóxicos, já que podem ser levados à boca.

Sugerimos que atividades como essas sejam realizadas com certa regularidade, ou seja, uma ou duas vezes por semana no decorrer de 30 a 50 minutos. Segue abaixo, algumas dicas para realização de atividades utilizando essas misturas:

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Fundamentos teóricos: Por que utilizar “luvinhas com sininhos”?


Baseando-se nos estudos de Zaporozhets e Elkonin (1971), Arce (2009, 167) mostra que desde recém-nascidas as crianças demonstram sensibilidade ao som e, isso pode ser percebido por meio de expressões em que o bebê enruga a testa, movimenta as pálpebras, muda o ritmo da respiração, vira os olhos indo em direção a fonte de som.

Arce (2009, 167), ainda relata que pesquisadores “[...] descobriram que uma criança nos primeiros dias de vida, não só reage a sons tonais e não tonais, como também pode diferenciá-los, segundo o timbre.”. Desse modo, a utilização da “luvinha sonora” na ação pedagógica com bebês torna-se um excelente recurso para estimular ainda mais sua acuidade auditiva.

 FONTE: Arce, Alessandra; Silva, Janaina Cassiano; É possível ensinar no berçário? O ensino como eixo articulador do trabalho com bebês (6 meses a 1 ano de idade). In: Arce, Alessandra; Martins, Lígia Márcia.  Ensinando aos pequenos de zero a três anos. 2009, Campinas. Ed. Alínea.   

terça-feira, 9 de abril de 2013

AMARELINHA: Da tela ao poema (parte 2)


No dia 07-04-2013 postamos a obra e o poema “Amarelinha, presentes no livro “Folclorices de Brincar” de, Mércia Maria Leitão, Neide Duarte e Ivan Cruz. Hoje (09-04-2013), estamos apresentando uma dica pedagógica relacionada à apreciação da obra, “Amarelinha” de Ivan Cruz:

Título “ Pulando Amarelinha”
Técnica A.S.T.
Dimensão 0.70X0.50m
Ano 1998
1)   Inicialmente escolha um local e simplesmente exponha a tela. Deixe-a exposta por alguns dias, enquanto isso observe:

o   o que as crianças dizem sobre a cena representada na obra?
o   elas conhecem a brincadeira?

2) Em outro momento conduza o grupo de crianças a apreciarem a obra mediante alguns questionamentos:
o   O que está acontecendo na cena representada?
o   Quem são as pessoas que aparecem na cena? Adultos ou crianças?
o   Vocês sabem brincar dessa brincadeira? Permita que as crianças descrevam como sabem brincar.
o   Quais as cores que aparecem na tela?

Esses são apenas alguns questionamentos que servirão para aguçar o diálogo entre você, professor e seu grupo de crianças e, as crianças entre si. Pois, certamente no decorrer desse diálogo muitos outros questionamentos e relatos irão imergir, desse modo é fundamental que todos tenham liberdade de expor suas ideias e vivências. Por exemplo, é possível que alguma criança não conheça a brincadeira representada na obra, sendo assim, esse momento de interação com o outro será essencial para apropriação de novos conhecimentos.

3) Apresente o título da obra e o artista que a retratou, nesse momento aproveite para dizer que, assim como, uma história, um poema, uma notícia, entre outros tipos de textos têm os seus autores, uma obra de arte também tem o seu autor.

4) Proponha às crianças brincarem de amarelinha. É importante, que você saiba que há vários modos de pular amarelinha, para conhecer algumas, clique aqui.

5) Para ampliar ainda mais o repertório cultural das crianças, sugerimos que seja enviada para casa uma entrevista na qual elas ao interagirem com outros adultos de seu convívio social ou familiar, possam conhecer outras maneiras de pular amarelinha e desenhá-la no chão.  Clique aqui e conheça a proposta de atividade para casa.



“LUVA COM SININHOS”


Segundo Arce (2009, p. 103), na fase inicial da vida do bebê não há uma diferenciação entre as funções psíquicas como, sensação, percepção, atenção, memória, etc. De acordo com essa autora, esses processos de diferenciação ocorrem articulados uns nos outros “[...] e apenas sob condições de educação, isto é, por exposição e aprendizagem à estímulos externos, conquistam um funcionamento mais complexo e autônomo. Portanto, o planejamento de ações que visem essa estimulação é a premissa básica para o trabalho educativo de bebês.”

A estimulação acima mencionada se dá mediante os cinco sentidos, pois é por meio desse aparato sensorial que os bebês começarão “[...] sua aventura de conhecer e compreender o mundo que nos rodeia [...]” (Arce e Silva, 2009, p. 178).

Nesse sentido, a dica pedagógica que nós do CRINFANCIA propomos para hoje (09-04-2013), é a confecção de uma “LUVA COM SININHOS”, conforme apresentamos na imagem abaixo:


Para confecção desse material, adquira luvas de malha ou lã, pregue em cada dedo e ao longo de toda luva pequenos sinos. Se preferir enfeite cada dedo com uma carinha que poderá ser pintada ou bordada. Se quiser aplique pedacinhos de lã para imitar cabelos.

Com essa luva você pode iniciar as aulas saudando as crianças como se cada dedo tivesse um nome ou para outras brincadeiras de saudação à turma. 







FONTE: Arce, Alessandra; Silva, Janaina Cassiano; É possível ensinar no berçário? O ensino como eixo articulador do trabalho com bebês (6 meses a 1 ano de idade). In: Arce, Alessandra; Martins, Lígia Márcia.  Ensinando aos pequenos de zero a três anos. 2009, Campinas. Ed. Alínea.   




domingo, 7 de abril de 2013

AMARELINHA: Da tela ao poema (parte 1)


Para nós do CRINFANCIA, o brincar e a arte são formas de expressão que muito se aproximam do ser criança, por isso, devem ser privilegiadas na prática pedagógica da Educação Infantil.

Estudos e pesquisas apontam que a tecnologia e o estilo de vida contemporânea afastam progressivamente do cotidiano das crianças as brincadeiras tradicionais, as quais muito contribuem para o enriquecimento da produção cultural infantil, além de potencializar a mediação da criança com o conhecimento histórica e culturalmente produzido pela humanidade.

Dessa forma, cabe às instituições de Educação Infantil, resgatar o repertório de brincadeiras tradicionais. Pois, se essas brincadeiras tradicionais estão se perdendo, somente por meio de situações de ensino-aprendizagem intencionalmente planejadas será possível resgatar e perpetuar as tradições da cultura.

Conforme apresentamos abaixo, no livro “Folclorices de Brincar” de, Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, encontramos a obra “Amarelinha” de Ivan Cruz e o poema com mesmo título de autoria das autoras supracitadas. Temos que admitir que a junção da linguagem da tela do artista com a linguagem do poema podem ser bastante profícuas na prática pedagógica da Educação Infantil, tendo em vista, o leque de possibilidades que a articulação entre essas duas linguagens podem oferecer.

Por que utilizar móbiles?

ceiterezaaugusburger.blogspot.com

Em casas onde há bebês ou em creches é muito comum observarmos a utilização de diferentes tipos móbiles, você já se perguntou sobre a importância desse brinquedo para o desenvolvimento infantil?
Segundo Elkonin (apud Arce e Silva, 2009, p. 170), antes de um ano surge na criança uma importante característica que é a manipulação de objetos. Ao descrever essa atividade Elkonin explica que

“[...] nesta atividade estão presentes a observação visual da criança simultânea à ação de dirigir as mãos até o objeto fixado visualmente, o que leva a criança a, com aproximadamente cinco meses, poder pegar objetos. No ato de pegar, formam-se os elementos fundamentais das coordenações motoras visuais. O ato de pegar é a primeira ação dirigida das crianças e a origem das distintas manipulações com os objetos” (2009, p.170).


Desse modo, dispor de móbiles tanto no quarto do bebê como nos berçários, pode ser uma excelente oportunidade de experiência de aprendizagem, pois ao manipular os objetos dispostos no móbile o bebê é estimulado a fixar o olhar e, isso ajuda a corrigir aquela situação meio estrábica que todo bebê parece ter, além de aperfeiçoar o deslocamento do olho da esquerda para a direita e vice-versa.

Referências: Arce, Alessandra; Silva, Janaina Cassiano; É possível ensinar no berçário? O ensino como eixo articulador do trabalho com bebês (6 meses a 1 ano de idade). In: Arce, Alessandra; Martins, Lígia Márcia.  Ensinando aos pequenos de zero a três anos. 2009, Campinas. Ed. Alínea.  

Almeida, Geraldo Peçanha de; Os bebês vão à escola. 2009, Curitiba. Pró-Infatil Editora.


                                              


sábado, 6 de abril de 2013

A AÇÃO PEDAGÓGICA COM BEBÊS E CRIANÇAS PEQUENAS

Francesco Tonucci - 2010



Tendo em vista, que o trabalho educativo com crianças na faixa etária de 0 a 3 anos há pouco tempo passou  a ser garantido, não é de se estranhar que muitos profissionais que atuam na Educação Infantil considerem um desafio o trabalho pedagógico nessa faixa-etária. Ainda não está claro para a maioria deles onde termina o cuidar e começa o educar, ou seja, como propor um currículo para bebês e crianças pequenas?

Foi pensando nisso, que nós do CRINFANCIA, iremos no decorrer do mês de abril dedicar uma série de postagens voltadas para o trabalho pedagógico com bebês e crianças pequenas. Para começar, apresentaremos algumas considerações pautadas no texto “As especificidades da ação pedagógica com bebês”, de Maria Carmem Barbosa. Esse é um dos textos que compõem a série, Programa Currículo em Movimento, disponibilizados no portal do MEC clique aqui para conhecer o programar. Para acessar todos os textos que tratam    do currículo na Educação Infantil clique aqui.


Desse modo, a partir do texto acima citado apresentamos algumas ideias chave:

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Dica rápida: "Folclorices de Brincar"



“Folclorices de Brincar” é um livro que une as poemas das autoras, Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, com as telas do artista Ivan Cruz para tratar de uma temática que tanto interessa as crianças, o brincar.
Essa obra apresenta-se como uma excelente oportunidade para o planejamento de experiências de ensino-aprendizagem que exploram as várias áreas do conhecimento e, sobretudo as múltiplas linguagens da arte.

Pois, em cada página dessa obra “o artista pintou a cena e as autoras transformaram em poemas a sensação de ver cada quadro representando a ciranda, a amarelinha, o pião, a cabra cega...”











 










quarta-feira, 3 de abril de 2013

“O baú de histórias”


AS MEMÓRIAS DE “GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES” E O
BAÚ DE HISTÓRIAS (2ª Parte)




Mediante esta sexta e última dica referente à sequência de atividades “O baú de histórias”, pretendemos propor uma situação de ensino-aprendizagem que permita às crianças perceberem a relação que há entre o baú de histórias da turma e a história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, para isso, sugerimos que:

- Seja organizada uma roda de conversa na qual você possa trazer para o centro “o baú de histórias” contendo os objetos trazidos pelas crianças. Nesse momento, seria interessante retomar a história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes” e ressaltar que cada objeto colocado na caixa organizada por Guilherme representava uma memória (uma história) vivida por dona Antônia Maria.

- Solicite a cada uma das crianças apresentarem o seu objeto dizendo: quem o presenteou, por que é o seu objeto preferido, enfim incentive-as a relatar como ele se relaciona com sua história.

- Registre por escrito o que dizem enquanto apresentam o seu objeto.
- Em outro momento leia para as crianças o que disseram sobre o seu objeto.
- Para finalizar organize com seu grupo de crianças uma exposição com suas produções elaboradas no decorrer dessa sequência, inclusive um cartaz contendo o que as crianças disseram em relação a suas memórias.