Mostrando postagens com marcador Sugestões de atividades em artes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sugestões de atividades em artes. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Por que propor brincadeiras com bolas na Educação Infantil?


No livro “Brincadeiras Infantis nas aulas de Matemática” (volume 1), as autoras Kátia Stocco Smole, Maria Ignez Diniz e Patrícia Cândido, defendem a realização de brincadeiras com bolas na Educação Infantil, porque:

 Individualmente ou em grupo, os jogos com bola são praticados por meninas e meninos de todas as idades nas mais variadas regiões do país. A bola é um objeto muito importante e que pode utilizado em diferentes momentos de atividades na escola, não apenas por estar incluída na cultura do povo, mas também por trazer diferentes variações de jogos: com alvo, sem alvo, de competição, em times, individuais.

Os jogos com bola, além de estimularem a participação ativa dos alunos numa recreação orientada e dinâmica, dão uma grande contribuição ao trabalho educacional, tendo também a vantagem de exigir material prático de fácil acesso às escolas. Por suas dimensões simbólicas, sua forma, suas possibilidades de deslocamento e controle, a bola constitui uma peça sempre presente nos rituais lúdicos de todas as culturas. A manipulação do objeto (bola) permite o desenvolvimento motor e proporciona a cooperação entre os companheiros.

Ao passar a bola de mão em mão ou de pé em pé, por exemplo, a criança, além de entender as regras do jogo, assume responsabilidades, percebe sua função no grupo, coloca seu papel em comparação com o dos amigos.

Em matemática as brincadeiras com bola auxiliam no desenvolvimento de habilidades como noção de espaço, tempo, direção, sentido, identificação e comparação de formas geométricas (bola e círculo), contagem, comparação de quantidades, noção de adição (STOCCO, DINIZ, CÂNDIDO, 2010, p. 44).

Considerando a relevância do trabalho pedagógico com bolas na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, conforme apresentado pelas autoras acima mencionadas, que nós do Crinfancia, estaremos nas próximas postagens apresentando dicas pedagógicas que sugerem a realização de atividades lúdicas utilizando esse objeto, aguardem!


Referência: Stocco, Kátia Smole; Diniz, Maria Ignez; Cândido, Patrícia. Brincadeiras Infantis nas aulas de Matemática, vol 1.  2010. Porto Alegre – RS, artmed.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da brincadeira da "Cabra-cega" ao texto informativo (intergeneracidade)

Por meio da intergeneracidade é possível trabalhar o texto instrucional na Educação Infantil, de modo a tornar a prática da leitura uma brincadeira. Para exemplificar, apresentamos a seguir, o poema "Cabra-cega", das autoras Mércia Maria Leitão e Neide Duarte.
A intergeneracidade consiste conforme, explica Koch (2006), em um um fenômeno de hibridização, de mistura de gêneros ou de intertextualidade intergêneros. Ou seja, consiste na possibilidade de um determinado gênero apresentar uma forma híbrida, isto é, apresentar a forma de outro gênero.

Nesse sentido, as autoras,  Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, explicam como brincar de cabra-cega utilizando-se do poema "Cabra-cabeça". Para nós do CRINFÂNCIA, a utilização deste gênero textual  se aproxima do interesse  da criança, pois o jogo de palavras presente nele aguça a sua curiosidade e ao mesmo tempo facilita a compreensão de como brincar.E, é pensando nisso que nós do CRINFANCIA, sugerimos a você professor (a) apresentar as regras dessa brincadeira por meio do poema das autoras supracitadas e do texto instrucional.


REFERÊNCIA: Leitão, Mércia Maria; Duarte, Neide, FOLCLORICES DE BRINCAR, 2009, São Paulo, Editora do Brasil.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cabra-cega: Do brincar à tela do artista

Assim como, o Pega-pega, a Cabra-cega é classificada como uma brincadeira de perseguição, a qual, conforme apresentamos na postagem do dia 12/09/2013, faz parte da cultura lúdica infantil desde a antiguidade.

Desse modo, podemos verificar que, a  brincadeira da "Cabra-cega", é uma produção cultural humana que tem sido perpetuada por meio de diversas linguagens, inclusive de pinturas em tela como as que apresentamos abaixo.




quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Da tela do artista à experiência do brincar (parte 2)

A brincadeira é em si mesma um fenômeno da cultura, uma vez que se configura como um conjunto de práticas, conhecimentos e artefatos construídos e acumulados pelos os sujeitos nos contextos históricos e sociais em que se inserem. Representa, dessa forma, um  acervo comum sobre o qual os sujeitos desenvolvem atividades conjuntas [...]" Borba (2006).


Conforme publicação do dia 14/08/2013, mencionamos que as brincadeiras tradicionais as quais se configuram como produto e prática cultural, ou seja, como patrimônio cultural, estão ficando esquecidas em virtude do modo de vida contemporâneo. Dessa forma, acreditamos que a escola e a família, por serem sujeitos mais experientes da cultura, têm o papel importante de perpetuar esse acervo de brincadeiras que constituem as culturas da infância. 

E, foi pensando nisso, que nós do CRINFANCIA, mais uma vez apresentamos como dica pedagógica as obras da série "Brincadeiras de criança", de Ivan Cruz, para pesquisar juntamente com a família as brincadeiras que os adultos brincavam em seu tempo de infância, para conhecer essa atividade clique aqui.

Após a realização dessa atividade com a família, sugerimos que, você professor (a) novamente apresente as obras de Ivan Cruz (clique aqui para conhecê-las  e utilizá-las). Em seguida, faça uma tabela, listando dentre as obras apresentadas: as brincadeiras que as crianças conhecem, as que elas não conhecem e as que gostariam de aprender. 

Para que a escola e a família exerçam a função de transmitir o acervo cultural, você professor (a) poderá convidar algum familiar para ensinar aquelas brincadeiras que as crianças não conhecem e  gostariam de aprender. Também, nós do CRINFANCIA estaremos nas próximas postagens lhe ajudando nessa atividade, apresentando aqui algumas brincadeiras.

Referências: Borba, Angela Meyer. A brincadeira como experiência de cultura. In: Corsino, Patrícia. Educação Infantil cotidiano e políticas. 2009. Campinas –SP, Editora Autores Associados. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Da tela do artista à experiência do brincar (parte 1)

Conforme nos mostra Borba (2009, p.71), a brincadeira é um fenômeno da cultura, visto que "[...] se configura como um conjunto de práticas, conhecimentos e artefatos construídos e acumulados pelos sujeitos nos contextos históricos e sociais em que se inserem [...]", ou seja o brincar e as brincadeiras fazem parte do patrimônio cultural, fruto das ações humanas transmitidas.

Contudo, esse patrimônio cultural encontra-se cada vez mais ameaçado, uma vez que, as brincadeiras tradicionais as quais priorizam o movimento corporal, as interações e a criatividade, estão gradativamente sendo substituídas por jogos eletrônicos, internet e brinquedos industrializados. Diante dessa ameaça, cabe à escola planejar experiências de ensino-aprendizagem que revitalize e assegure o lugar do brincar na infância. 

E, nós do CRINFANCIA estamos propondo uma série de atividades pedagógicas para a Educação Infantil, articulando a apreciação das obras de arte do artista Ivan Cruz com atividades em que as crianças poderão mostrar o seu acervo de brincadeiras e ao mesmo tempo ampliá-lo.

Mediante essa proposta pretendemos oferecer à você, professor (a), subsídios teóricos e práticos que lhe permita, planejar atividades nas quais as crianças de seu grupo ou turma possam participar de atividades lúdicas com o objetivo de ampliar e construir um repertório de brincadeiras e referências que compõe a cultura lúdica infantil.

Para começar, iremos conhecer a vida e a obra do artista plástico Ivan Cruz, pois, conforme apresentamos na publicação de 08 de agosto de 2013, "Apreciação de obras de arte - dicas pedagógicas", é importante que você professor(a) investigue o assunto com o qual pretende abordar com sua turma, conhecendo o contexto de produção das obras de arte e o que interessa às crianças, por isso clique aqui.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Apreciação de obras de artes com crianças - dicas pedagógicas



Barbieri (2012, p. 129-134), ao tratar da apreciação de obras de artes com crianças no livro, "Interações: onde está a arte na infância?", apresenta dicas pedagógicas importantes a serem consideradas por nós professores que atuamos na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.

Desse modo, ressalta a necessidade de o (a) professor (a) investigar o assunto com o qual vai trabalhar e, sobretudo, esteja atento para a investigação das crianças

[...] Por isso, perceber por meio da observação e da escuta o que as crianças já sabem e o que desejam saber, possibilita ao professor intenções claras na escolha do que (conteúdo) e do como (didática, estratégia) apresentá-lo às crianças. (BARBIERI, 2012, p. 129)

A autora destaca que não há uma correlação imediata entre nossa linguagem verbal e as obras de artes, sendo assim,  sugere que o (a) professor (a) conheçam mais obras e artistas, observando assim o mundo à sua volta.

E, ao apresentarmos uma obra de arte para as crianças, é necessário “[...] encarar essas obras, falar as imagens, falar sobre elas, dar tempo para que todos falem o que percebem, uma leitura compartilhada mais detida [...]” (2012, p. 130).

quarta-feira, 31 de julho de 2013

MODELAGEM COM ARGILA E O PROCESSO DE PRODUÇÃO DO AUTORRETRATO

                    A experiência estética é a relação sensível com o mundo,
uma postura diante das coisas,  um momento em que nos encontramos
 em presença de algo que provoca emoção, imaginação, cognição,
 presencialidade. No instante da experiência estética, 
há diálogos entre o externo e o interno que  podem 
provocar transformações cognitivas e sensíveis.
Afonso Quintas



Atualmente, nós do CRINFANCIA, temos apresentado uma série de dicas pedagógicas voltadas para a produção de autorretrataos, bem como, as contribuições dessa atividade no processo de desenvolvimento da capacidade criadora na criança. E, hoje, inspiradas nas obras do artista Edvard Munch (Paris, 1863-1944), que sendo considerado um expressionista, produzia obras que representavam diferentes expressões faciais. Então, diante dessa ideia, que tal propor às crianças a exploração de diferentes expressões faciais por meio da utilização da argila ou outro material para modelar?


Para a realização dessa atividade, você professor(a) poderá seguir as seguintes orientações:

  1. Organize o espaço com papelão como superfície de trabalho individual ou em grupo.
  2. Disponibilize vasilhas com água, palitos e outros objetos que ajudem a cortar, furar ou amassar.
  3. Deixe que as crianças amassem, estiquem e furem, tentando criar diferentes expressões faciais. Permita que experimentem fazer um rosto feliz , com sobrancelhas abertas e uma boca sorridente. Em seguida, experimente mudar para um rosto triste, abaixando os cantos  do sorriso e dente. Tente outras expressões, como assustado, chorando, dormindo, surpreso, entre outras.
  4. Se for possível disponibilize pequenos espelhos para que as crianças possa realizar diferentes expressões no espelho e capturá-las na argila.
  5. Para finalizar, após a modelagem secar, permita que as crianças pintem suas produções com guache.


IMPORTANTE: Realize uma exposição com as modelagens das crianças, essa ação contribui para que se desenvolva o olhar sensível e o respeito pela produção alheia.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A expressão criadora e as possibilidades da modelagem com argila

"As mãos criam para que os olhos vejam, aquilo o que a mente imagina e o coração sente!"

Elisa  (3 anos ), brincando com argila

É papel da Educação Infantil propor situações de ensino-aprendizagem que favoreçam o desenvolvimento da capacidade criadora da criança, por meio de atividades pedagógicas que oportunizem o acesso às diferentes formas de expressão: música, teatro, pintura, desenho, modelagem, entre outras. E, nesta postagem, trataremos mais especificamente da modelagem com argila, pois sabemos que esse material é pouco explorado em detrimento do uso da massa plástica ou caseira. 

Para começar, vale ressaltar que de acordo com Khol (2002, p.51)  a argila "[...] é um material relaxante que estimula a imaginação, a criatividade  e a descoberta [...]". Quando as crianças manuseiam a argila é possível estimular-lhes os sentidos, sobretudo o tato e a visão, liberando assim os seus movimentos e desenvolvendo a psicomotricidade.
                                                                                                              Alana  (8 anos ) e João Pedro (5 anos)

Ao propor atividades de modelagem com argila permita que as crianças batam, enrolem, furem, torçam, amassem, puxem e alisem com os dedos molhados, já que nessa fase o importante para elas não é obter um produto plástico acabado, haja vista que no decorrer desse processo elas produzem suas narrativas, ou seja, dá sentido ao que estão produzindo, mesmo que o adulto não consiga "decifrar". Outro aspecto relevante é que essas narrativas são transitórias, posto que, no decorrer de suas produções criam, desmancham, refazem ininterruptamente sem preocupar-se em entregar um produto finalizado.


Luiza (6 anos) e Alana 
Modelar e brincar estão intrinsecamente ligados, pois ao modelar as crianças podem brincar de fazer pulseiras, bolos, anéis, mesas, cadeiras, sofás, sendo assim, nesses momentos estão representando o dia a dia das relações que vivenciam.

Referências: Kohl, MaryAnn F. O livro dos arteiros: arte grande e suja, mas fácil de limpar - Porto Alegre: Artmed, 2002.




quarta-feira, 10 de julho de 2013

Autorretrato: Fazendo caretas!

ELISA (3 ANOS), JOÃO PEDRO (5 ANOS), MARIA EUGÊNIA (3 ANOS)

Em 19/06/2013  sugerimos a realização de uma atividade na qual as crianças possam brincar com sua própria imagem refletida no espelho e em 03/07/13 apresentamos autorretratos de Rembrandt também se autorretratando no espelho, ambos explorando diferentes expressões faciais. Mediante essa brincadeira e exploração de obras desse artista, você professor (a) poderá fazer os seguintes encaminhamentos:


  • Permita que as crianças façam as "caras" e "bocas" que desejarem, enquanto isso fotografe.
ANA CLARA (8 ANOS), LEONES (9 ANOS) E THIAGO (7 ANOS)
  • Exponha em data-show as imagens (ou outro recurso disponível), enquanto isso converse sobre as características das diferentes expressões faciais. Ou seja, como fica o desenho da testa, da boca, dos olhos e do nariz quando realizamos diferentes expressões?
  • Permita também que as crianças discutam sobre suas expressões e que diga os sentimentos que retratam as imagens refletidas no espelho.
  • Depois, proponha que as crianças façam seus autorretratos a partir de suas fotos no espelho.







Como podemos ver nas imagens, essas atividades podem ser realizadas com crianças de 3 a 9 anos, ou seja, podem ser realizadas com crianças que frequentam a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.

Referência: Auto-retrato / Instituto Arte na Escola ; autoria de Silvia Sell Duarte Pillotto ;coordenação de Mirian Celeste    Martins e Gisa Picosque. – São Paulo : Instituto Arte na Escola, 2006.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

AUTORRETRATO: VOCÊ SABIA?

Rembrandt Harmensz van Rijn foi um artista que nasceu na Holanda e viveu entre 1606-1669, ele pintou mais de 100 autorretratos nos quais representava a si mesmo em diferentes fases de sua vida.



"Rembrandt gostava de praticar fazendo desenhos dele próprio. 
Ele se olhava no espelho e desenha o que via . 
O artista gostava muito de fazer caretas  para si mesmo  
e desenhar  suas estranhas expressões, como chocado, assustado, irado ou feliz"
(E Kohl Solga, 2001, p. 38)


Que tal propor às crianças essa experiência de autorretratar-se de diferentes maneiras em frente ao espelho? Continue acompanhando nossas publicações à respeito de autorretratos, pois nos próximos dias apresentaremos uma dica de atividade com espelho que pode ser realizada com crianças de 3 a 9 anos, não percam!

Referência: Kohl, MaryAnn; Solga, Kim. Descobrindo grandes artistas, a prática da arte para crianças. 2001, Porto Alegre, Artmed Editora.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

O espelho como um recurso para a produção do autorretrato

                                                                  " Ao se auto-retratar, o artista olha para dentro de si e,
 de certa forma, expõe a sua alma por meio de várias linguagens,
 como a música, a poesia, as artes visuais, entre outras.
 Todas comunicam idéias, percepções, visões de mundo."


Como disse Katia Canton, “o público infantil adora olhar no espelho”. Assim, exercitam sua identidade. Cada aluno pode trazer um espelho para a sala de aula. Anime-os a brincar com ele, explorando expressões faciais – séria, alegre, triste, desconfiada, emburrada, preocupada, e como elas modificam o desenho de olhos, nariz, boca, sobrancelhas, etc.

Em breve estaremos postando a realização dessa dica pedagógica para Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental com crianças de 3  a 9 anos de idade. Não percam!


Referência: Auto-retrato / Instituto Arte na Escola ; autoria de Silvia Sell Duarte Pillotto ;coordenação de Mirian Celeste    Martins e Gisa Picosque. – São Paulo : Instituto Arte na Escola, 2006.

domingo, 16 de junho de 2013

Compartilhando experiênicas: "Boneco Maluco" em ação


Desenho produzido por um aluno e boneco confeccionado por uma mãe
da  turma da professora  Gisele

As imagens que estamos apresentando acima, referem-se ao trabalho que está sendo desenvolvido pela professora Gisele Favaro (Aracruz-ES). Ela tem acompanhado as dicas pedagógicas para Educação Infantil que temos apresentado, aqui no CRINFANCIA, e aplicado em sua turma de grupo 5. Dessa forma, o texto "Boneco Maluco" de Elias José, foi recriado e materializado em: desenhos, textos  e em um boneco.

Agora veja o texto que a professora Gisele Favaro publicou na fan page do CRINFANCIA:

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Auto-retrato e outras possibilidades

O Auto Retrato
Mario  Quintana
No retrato que me faço
traço a traço
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
Às vezes me pinto coisas de que nem há mais lembrança...
Ou coisas que não existem, mas que um dia existirão...
E, desta lida, em que busco pouco a pouco
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Por meio de atividades com auto-retrato, as crianças poderão vivenciar experiências de ensino-aprendizagem que as levarão a:
  • Explorar as diferenças e semelhanças entre as crianças;
  •  Compreender a importância da inclusão;
  • Identificar marcas pessoais na maneira de desenhar e pintar;
  • Conhecer obras de artistas que expuseram seu auto-retrato.
     Considerando, estas e tantas outras possibilidades do trabalho com auto-retrato, que nós do CRINFANCIA, hoje, estamos propondo uma dica pedagógica para Educação Infantil, na qual você professor (a), solicitará às crianças que tragam uma foto tipo 3x4 e a partir desse recurso:
  •   Realize uma exposição com as fotos das crianças, levando-as a observarem as semelhanças e diferenças entre elas.
  •      Converse sobre a diferença entre o auto-retrato e a foto (foto - é realizado pelo olhar do outro por meio de máquina fotográfica/ auto-retrato - é  realizado a partir do olhar que o artista tem de si mesmo e pode ser produzido utilizando-se de diferentes linguagens como: desenho, escultura, poema, entre outros).
  •       Sugira que as crianças produzam o seu auto-retrato a partir da foto tipo 3x4 que trouxeram, para isso amplie a foto e corte a metade para que elas a complete. Veja imagens abaixo:
João Pedro - 5anos e 6 meses
Leones - 9 anos
    








sábado, 8 de junho de 2013

Dica rápida: Auto-retrato

Considerando a relevância e a abrangência do trabalho com o auto-retrato, nós do CRINFANCIA, sugerimos que esta atividade seja realizada em qualquer nível de ensino: da Educação Infantil ao Ensino Médio. Dessa forma, as dicas pedagógicas apresentadas aqui poderão ser realizadas com crianças e adolescentes.

Comece organizando um acervo de imagens em power point ou álbum com fotos impressas, para isso você poderá utilizar as imagens de auto-retrato postadas no dia 03/06/2013 aqui no CRINFANCIA. Em seguida, organize um momento de apreciação das imagens, na qual você, professor (a), poderá conduzir levantando os seguintes questionamentos:
  • Qual a característica física do autor? Tem bigode? Qual a cor do cabelo? É jovem ou idoso? É homem ou mulher?
  • Utiliza acessórios? Quais?
  • Quais materiais foram utilizados?
  • Descreva o modo como foi pintada a tela: tons, luzes, técnica...
  • Qual a expressão está retrata no rosto do artista: triste, feliz, bravo, preocupado, assustado...?
  • Como o artista se vê? Seria interessante comparar a foto do artista com o seu auto-retrato? Há diferenças?
  • Em qual posição o artista se encontra? Perfil? De frente? Sentado?
  • Qual o auto-retrato que mais chamou a sua atenção? Por que?
A partir da escolha do auto-retrato que mais chamou atenção dos alunos, pesquisa a biografia do artista e se ele produziu outros auto-retratos.


Lembre-se: É importante que você, professor (a), conheça a biografia dos artistas apresentados. Porque assim, você conseguirá compreender o contexto de produção da obra. 

domingo, 2 de junho de 2013

Auto-retrato: o que é e como propor?

"Dentro do universo de imagens humanas, o auto-retrato
se estabelece como um subgênero repleto de peculiaridades.
Nele, o artista se retrata e se expressa, numa tentativa
de leitura e transmissão de suas características físicas
e de sua interioridade emocional...O auto-retrato
é o espelho do artista."
Katia Canton

A produção de auto-retratos acompanha uma parcela considerável da história da arte. Não são poucas as vezes em que os artistas projetam suas próprias imagens no papel ou na tela, em trabalho que trazem a marca da auto-reflexão e, por isso, tocam o gênero autobiográfico. 

Desse modo, propor atividades de produção de auto-retrato possibilita às crianças conhecerem a si mesmo e ao mesmo tempo respeitar e valorizar o outro. Além disso, por meio de atividades como essa é possível abranger diversas áreas do conhecimento como linguagem oral, artes, natureza e sociedade, entre outras. E,  foi pensando nesse leque de possibilidades, que a partir de hoje, nós do CRINFANCIA, estaremos apresentando uma série de dicas  pedagógicas para a Educação Infantil voltadas para a produção de auto-retrato.

Para começar apresentaremos abaixo uma lista de obras de artistas que se auto-retrataram, as quais poderão ser apresentadas às crianças durante a sequência de atividades voltada para o auto-retrato.

Guignardi: clique aqui
Antonio Gomide : clique aqui
Ismael Nery:clique aqui
Benedito Calixto: clique aqui
Frida Kahlo: clique aqui
José Antonio da Silva: clique aqui
Anita Mafalti: clique aqui
José Pancetti: clique aqui
Vicent Van Gogh: clique aqui
Eliseu  Visconti: clique aqui
Candido Portinari: clique aqui
Iberê Camargo: clique aqui
Lasar Segall:  clique aqui
Pablo Picasso: clique aqui

Fontes: http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfmfuseaction=termos_texto&cd_verbete=897  

Auto-retrato / Instituto Arte na Escola ; autoria de Silvia Sell Duarte Pillotto ;coordenação de Mirian Celeste    Martins e Gisa Picosque. – São Paulo : Instituto Arte na Escola, 2006.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Dica rápida: Alinhavo do próprio desenho

É muito comum na Educação Infantil a prática de dar desenhos estereotipados para as crianças pintarem ou alinhavarem, que tal modificar essa prática que em nada contribui para o desenvolvimento da capacidade criadora, propondo atividades como essa desenvolvida Children's Museum of the Arts?

Museu das Artes das Crianças
Como podemos observar na imagem acima, as crianças com diferentes idades produziram seus próprios desenhos e em seguida realizaram uma atividade de alinhavo comumente realizada sobre desenhos prontos em placas emborrachadas ou de madeira.  

A atividade de alinhavo é muito utilizada com objetivo de desenvolver a coordenação motora, contudo a proposta de alinhavar o próprio desenho da criança vai muito além, pois quando ela desenha utilizando lápis, carvão, pincel, entre outros materiais sobre diferentes suportes possibilita a materialização visual do pensamento por meio de linhas e/ou traços. E, alinhavar o seu desenho permite a criança observar o efeito de outro material sobre o seu desenho. Outro aspecto relevante, é que quanto mais rico em detalhes (curvas, linhas e traços) for o desenho, mais desafiante será a atividade de alinhavo.

Assim como, no Children's Museum of the Arts, nós do CRINFANCIA , também propomos essa atividade para duas crianças brasileiras com idades diferentes, conforme foto abaixo:


terça-feira, 21 de maio de 2013

"As paredes da escola falam?"

"Povoar constantemente a escola com a produção das crianças é mostrar  a  vida da escola [...] Uma exposição pode ser um  bom momento de encontro entre as pessoas, onde vemos e conversamos sobre os trabalhos e o aprendizado das crianças. Uma exposição pode ser uma celebração. Entretanto, isso não exclui a necessidade de expor o trabalho das crianças sempre" (Barbieri, 2012, p. 58).

No livro, "Interações: onde está a arte na infância?", Barbieri (2012, p. 56) questiona o uso de desenhos decorativos infantilizados, os quais encontram-se muito presentes nas paredes e muros das escolas. Segundo essa autora, esses desenhos não contribuem em nada, pois  "[...] muitas vezes, são desenhos muito simplificados,com traços pobres e que pretendem 'enfeitar' a escola. Desse modo, a autora propõe que as escolas exponham nas paredes e muros a produção das próprias crianças, proporcionando assim, uma experiência estética que contribua para formação de todos na escola

Barbieri (2012, p. 57), ressalta que ao expor o trabalho das crianças é necessário termos rigor estético, pois "[...] a exposição deve mostrar o cuidado do professor com a produção de seus alunos. A valorização do processo de criação deve acompanhar a exposição". Para isso, a autora sugere:

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Boneco Maluco" (parte 2)

No dia 08/05/2013, apresentamos uma dica rápida com o título "Desenhando a partir do texto Boneco Maluco de Elias José", e hoje na fan page do CRINFANCIA, recebemos uma publicação da professora Gisele Favaro, que leciona na rede municipal de ensino de Aracruz, comentando que ao desenvolver a atividade proposta percebeu que é possível "trabalhar um conto de história com os alunos  usando a sua imaginação e criatividade", além disso, a referida professora disponibilizou na fan page dois exemplos de desenhos produzidos por crianças de sua turma:


Desse modo, nós do CRINFANCIA, parabenizamos você, professora Gisele Favaro, por sua iniciativa de compartilhar conosco suas impressões à respeito da aplicabilidade prática de nossas sugestões. E, agora, que tal você e todos os outros professores que desenvolveram ou desejam desenvolver essa atividade, conhecer  outras dicas que poderão enriquecer ainda mais essa proposta?
  1. Proponha às crianças a produção coletiva ou em pequenos grupos de um texto que descreva o "Boneco  Maluco" que elas imaginam,  tendo, você professor (a) como escriba.
  2. Mediante o texto produzido por elas, sugira que desenhem o "Boneco Maluco"conforme o imaginado no texto de sua autoria.
  3. Organize uma exposição com os desenhos e promova uma votação  para que as crianças escolham o "Boneco Maluco" que mais gostaram.
  4. Mediante o desenho escolhido, confeccione um boneco de pano que será eleito o mascote da turma.
  5. Esse boneco poderá visitar a cada dia a casa de uma criança.
Acreditamos que por meio dessa sequência de atividades: a leitura, a escrita, a oralidade e a capacidade criadora estarão intencionalmente sendo desenvolvidas de forma lúdica.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Desenhando: o preto no branco e o branco no preto

"Suporte é o papel, a lousa,  a tela, a areia, a bacia. 
Suporte é a base para uma ação poética".
Barbieri (2012, p.65)

Na Educação Infantil é fundamental que as crianças vivenciem experiências estéticas utilizando-se de diferentes suportes e materiais. E, foi pensando nisso que nós do CRINFANCIA, sugerimos o planejamento de uma atividade que possibilite às crianças experimentarem os resultados da produção de seus desenhos em suportes preto e branco. Conforme, apresentamos nas imagens abaixo, seria interessante dispor os suportes em diferentes posições: verticalmente pendurados nas parede, horizontal ou verticalmente  ao chão ou ainda dispostos à mesa. Assim como, Barbieri (2012, p. 12),  acreditamos que ao organizarmos o espaço e os materiais  dessa maneira "[...] permitimos que a criança use seu corpo de várias maneiras[...]".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

DICA RÁPIDA: DESENHANDO A PARTIR DO TEXTO, “BONECO MALUCO” DE ELIAS JOSÉ.

O texto que segue na imagem abaixo, “Boneco maluco”, encontra-se no livro “BONECO MALUCO E OUTRAS BRINCADEIRAS” de Elias José, Projeto Editora.



E, a dica rápida de hoje no CRINFANCIA, é a leitura e o desenho de como a criança imagina ser o “boneco maluco” que João montou. Para isso, sugerimos que você, professor (a):

1) Leia o texto para as crianças o texto sugerido.

2) Na roda de conversa, peça as crianças que descrevam oralmente como imaginam ser o “boneco maluco” que João montou. Em seguida explore o sentido das expressões: “BARRIGA DA PERNA”, “DEDOS DE PROSA”, “BOCA DA NOITE”, “OLHOS DE SOGRA”, “PÉS DE MOLEQUE” E “UNHAS DE FOME”, visto que, elas possuem sentido figurado e não podem ser concretamente representadas, ou seja, na produção de seu desenho a criança terá que criar imagens que possam representá-las.

3) Disponibilize materiais diversificados como: lápis de cor, canetinha, tinta guache, tesoura, cola, papéis diversos, palitos, retalhos de tecido, linhas, lãs, botões, entre outros, para que as crianças possam produzir o desenho de como imaginam ser o “boneco maluco” que João montou.

4) Por último, organize um momento de exposição do trabalhos para que as crianças apreciem os trabalhos dos colegas e ao mesmo tempo possam falar de suas próprias produções.