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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Por que planejar atividades diferenciadas para o período de adaptação?/Sugestões de atividades




Caras professoras, para nós do Crinfancia o período de adaptação, ou seja, de transição e acolhimento, são fundamentais para formação de vínculos afetivos entre a criança e o adulto e para que você possa conhecer melhor seus alunos, sua história, o que já sabem, o que precisam aprender, suas curiosidades e interesses.

Desse modo, quando planejamos atividades diferenciadas para o período de adaptação, estamos valorizando o professor e a criança como protagonistas do processo educativo, posto que, entendemos que de um lado a criança é dotada de uma história e de uma cultura, as quais em hipótese alguma podem ser desconsideradas por nós professores. 

Sendo assim, defendemos uma prática pedagógica que tenha a realidade social do educando como ponto de partida, ou seja, que considere o seu saber, baseado em suas experiências cotidianas, como o início da ação pedagógica do professor.

Por outro lado, o protagonismo do professor encontra-se no fato de ser ele, um parceiro mais experiente “[...] aquele que faz a mediação da criança com o mundo de forma intencional, buscando as máximas possibilidades de desenvolvimento do indivíduo [...]” (Marsiglia, 2011, p. 36). 

Nesse sentido, caberá à escola e ao professor, a partir do que já conhece de seus educandos, “[...] selecionar os conhecimentos historicamente construídos que devam ser transmitidos, traduzidos em saber escolar [...]”. Para concluir, ressaltamos que

[...] sem dúvida alguma, a experiência da vida cotidiana da criança deve ser levada em conta no processo ensino-aprendizagem, no entanto o professor deve agir na reestruturação deste conhecimento espontâneo, levando o aluno a superá-lo por meio da apropriação do conhecimento científico-teórico.  [...] (FACCI, 2004, p. 235).

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ADAPTAÇÃO, ACOLHIMENTO E O PROTAGONISMO INFANTIL NO ESPAÇO ESCOLAR



Nesse processo inicial, nós professoras, que atuamos com crianças de berçário e do grupo V, nos propomos a planejar experiências de ensino-aprendizagem que coloque em jogo o “PROTAGONISMO INFANTIL” no espaço escolar. Mas, por que tratar dessa temática em um momento tão delicado para muitas crianças, as quais estão vindo para escola pela primeira vez, ou estão trocando de professora ou ainda estão mudando de escola?

Antes de responder a este questionamento vamos refletir acerca do conceito “PROTAGONISMO INFANTIL”.  A palavra protagonismo tem origem grega: protagnistés e significa “ator”, aquele que ocupa o primeiro lugar num acontecimento. Desse modo, “PROTAGONISMO INFANTIL”, diz respeito ao lugar de “ator”, ou seja, de sujeito que participa ativamente no cotidiano da escola.

Esse conceito está diretamente relacionado à concepção de crianças defendido nas Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil, a qual trata a criança como

[...] centro do planejamento curricular, sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (Resolução CNE/CEB, 2009, p.1). 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

“O baú de histórias”


AS MEMÓRIAS DE “GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES” E O
BAÚ DE HISTÓRIAS (2ª Parte)




Mediante esta sexta e última dica referente à sequência de atividades “O baú de histórias”, pretendemos propor uma situação de ensino-aprendizagem que permita às crianças perceberem a relação que há entre o baú de histórias da turma e a história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”, para isso, sugerimos que:

- Seja organizada uma roda de conversa na qual você possa trazer para o centro “o baú de histórias” contendo os objetos trazidos pelas crianças. Nesse momento, seria interessante retomar a história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes” e ressaltar que cada objeto colocado na caixa organizada por Guilherme representava uma memória (uma história) vivida por dona Antônia Maria.

- Solicite a cada uma das crianças apresentarem o seu objeto dizendo: quem o presenteou, por que é o seu objeto preferido, enfim incentive-as a relatar como ele se relaciona com sua história.

- Registre por escrito o que dizem enquanto apresentam o seu objeto.
- Em outro momento leia para as crianças o que disseram sobre o seu objeto.
- Para finalizar organize com seu grupo de crianças uma exposição com suas produções elaboradas no decorrer dessa sequência, inclusive um cartaz contendo o que as crianças disseram em relação a suas memórias.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

“O baú de histórias”


AS MEMÓRIAS DE “GUILHERME AUGUSTO ARAÚJO FERNANDES” E O
BAÚ DE HISTÓRIAS

Até o momento temos proposto experiências de ensino-aprendizagem que priorizassem os objetos ou brinquedos favoritos das crianças, visando, sobretudo estabelecer e fortalecer os vínculos afetivos com o grupo e a professora. Além disso, tais experiências têm proporcionado possibilidades de as crianças produzirem narrativas visuais e orais. Dessa forma, pretendemos relacionar as histórias contidas no baú de memórias de “Guilherme Augusto Araújo Fernandes” com as narrativas das crianças ao relatarem suas memórias a respeito de seus objetos.

A partir dessas premissas, a dica pedagógica de hoje tem como foco o planejamento de estratégias para aguçar na criança a curiosidade em saber quem é Guilherme Augusto Araújo Fernandes e qual a relação dessa história com o “Baú de Histórias” da turma. Para isso, ao descrevermos a dica estaremos tratando das estratégias de leitura (clique aqui para saber mais) que podem ser utilizadas para tornar a leitura instigante e ao mesmo tempo propiciar um diálogo ativo entre as crianças e o autor do livro. Sendo assim, sugerimos que a história seja lida ao longo de alguns dias. Segue abaixo, algumas sugestões de utilização das estratégias de leitura:

1) Para começar, questione:
- Por que a história chama-se “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”?


 2) Explore a ilustração da capa:

- Guilherme Augusto Araújo Fernandes é uma criança, um adolescente, um adulto ou idoso?
- Quais imagens aparecem na capa?
- Por que aparece uma pessoa idosa?
- Ao sabermos o nome dá história e ao observarmos as imagens da capa é possível imaginar o que acontecerá nessa história? Contem o que imaginam que vai acontecer...
   


3) Apresente o autor e o ilustrador da história por meio de fotos e uma breve biografia de ambos.

4) Ao ler a história explore as imagens, tentando relacioná-las com o texto escrito:
- Nas duas primeiras páginas aparecem o quintal da casa de Guilherme e o quintal do asilo, peça que descrevam as diferenças entre um e outro e ainda, por que existem essas diferenças?
- Entre as páginas 3 e 4 o autor menciona o nome das personagens relacionando-as as suas ações, utilizando-se de rimas, como por exemplo: Silvano – tocava piano; Sr. Cervantes  - histórias arrepiantes; Sr. Valdemar – gostava de remar; Sra. Mandala – andava com uma bengala; Possante – tinha possante. Chame atenção das crianças para esse fato, lembrando-se de relacionar o texto com as imagens.

5) Das páginas 7 à 14, Guilherme Augusto, seus pais e os outros idosos do asilo vizinho à sua casa; dialogam acerca da perca de memória da dona Antônia Maria e sobre o significado da palavra “MEMÓRIA”. Ao compreender o que venha ser essa palavra Guilherme Augusto, tenta ajudar a Sra. Antônia Maria a recuperá-la, para isso entre as páginas 15 a 18, ele passa a procurar as suas memórias perdidas. Nesse momento da história sugerimos que seja dada uma pausa, para que você faça o seguinte questionamento: “Quais serão as memórias que Guilherme Augusto encontrará para colocar na caixa?”. Enquanto as crianças falam, vá até o quadro e registre o que elas dirão.

6) Ao finalizar a história, compare as memórias listadas pelas crianças com as apresentadas no livro e, leve as  a perceber a história de cada uma, ou seja, de cada objeto que estava na caixa que Guilherme Augusto organizou .
 Valdez, Diane; Costa, Patrícia Lapot.  Ouvir e viver histórias na Educação Infantil. In: Arce , Alessandra;  Martins, Lígia Márcia.  Quem tem medo de ensinar na Educação Infantil? – Em defesa do ato de ensinar. 2010, Campinas. Ed. Alínea.   


                                                                  

terça-feira, 26 de março de 2013

“O baú de histórias”


DO OBJETO À OBRA DE ARTE (ESCULTURA COM MASSINHA, ARGILA OU PAPEL MARCHE)


A dica de atividade para hoje, é oferecer condições para que as crianças representem o objeto escolhido por meio da escultura. Para isso, sugerimos:

- uma exposição interna ou externa à sala de aula, para que as crianças além de apreciarem os objetos trazidos de casa, possam apreciar também o desenho do objeto produzido por elas.
- em seguida explique que um objeto pode ser representado de várias maneiras: fotografia, desenho, escultura, entre outras.
- ao disponibilizar materiais como massinha, argila ou papel marche, oriente-as a representar o objeto escolhido por meio da escultura.

Agora você e sua turma terão mais uma produção para compor a exposição de trabalhos realizados até esse momento.

segunda-feira, 25 de março de 2013

“O baú de histórias”


DO OBJETO À OBRA DE ARTE (DESENHO)

“[...] Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença [...]” Otto Lara Resende clique aqui e veja o vídeo "Ver vendo"

A ARTE É O CAMINHO PARA EDUCAR O OLHAR E DIMINUIR A INDIFERENÇA!

DO OBJETO À OBRA DE ARTE (DESENHO)

A proposta de atividade voltada para a sequência, “O baú de histórias”, será dividida em dois momentos, um para o desenho e outro para produções tridimensionais. Dessa forma, para hoje estamos apresentado a seguinte dica:

  • Organize uma exposição com os objetos trazidos pelas crianças;
  • Permita que elas apreciem (observem as cores, texturas, formas e tamanhos)
  • Sugira que a criança faça um desenho de observação a partir do objeto que ela trouxe ou se desejar poderá desenhar outro que esteja exposto. Para isso, sugerimos que sejam disponibilizados diferentes materiais e suportes como: giz de cera, lápis de cor, canetinha, carvão, pincéis, tintas, entre outros. E, como suporte disponibilize chamex, papel cartão, lixas, cartolinas, camurça, entre outros. clique aqui para ver a atividade.
  • Por último, realize uma exposição no interior da sala de aula com os desenhos realizados pelas crianças.
Fundamentos teóricos da atividade:

sexta-feira, 22 de março de 2013

"BAÚ DE HISTÓRIAS"


COMO CONSTRUIR UM BAÚ COM CAIXA DE PAPELÃO

Aqui no Crinfancia, estamos apresentando uma série de dicas relacionadas à sequência de atividades que intitulamos como “Baú de Histórias”. Já, apresentamos a dica, que sugeria a organização dos objetos trazidos pelas crianças no baú e, hoje estamos apresentando passo a passo como confeccionar um baú, utilizando uma caixa de papelão.

quinta-feira, 21 de março de 2013

“O baú de histórias”

ORGANIZAÇÃO DOS OBJETOS NA CAIXA




Fundamentos Teóricos da Atividade: Antes de iniciarmos a dica de hoje, é importante refletirmos sobre o porquê de solicitarmos aos familiares que enviem objetos ou brinquedos da preferência da criança para o contexto escolar. Primeiro porque, pode servir como referência para que a criança compreenda que nem tudo nesse novo contexto é estranho, ou seja, esse recurso contribui para desenvolver o sentimento de pertencimento e segurança. E, segundo porque, mediante esses objetos você poderá dar visibilidade à história de cada criança e ao mesmo tempo construir as narrativas de sua turma.

quarta-feira, 20 de março de 2013

O baú de histórias


No decorrer do mês de março, nós do CRINFANCIA, temos apresentado dicas de atividades que possam contribuir no processo de transição e inserção das crianças (da família para a escola ou de uma turma para outra), além de permitirem a você, professor (a), conhecer o que elas já sabem, o que precisam aprender, suas preferências e suas curiosidades.

Para terminar com esse bloco de dicas de atividades voltadas para esses objetivos, estaremos a partir de hoje sugerindo uma sequência de atividades na qual será necessário:

- solicitar aos familiares dos educandos que enviem um objeto ou brinquedo de sua preferência;
- confeccionar uma caixa para que os objetos sejam guardados;
- e conhecer a história “Guilherme Augusto Araújo Fernandes”.

Um pouco sobre a história Guilherme Augusto Araújo Fernandes:  

                                                                                          


Escrito por: Mem Fox

Ilustrado por: Julie Vivas

Editora: BRINQUE-BOOK

Edição de 1995






segunda-feira, 18 de março de 2013

Música "Já sabe": DA COLETA DE DADOS AO PLANEJAMENTO DE PROJETOS OU SEQUÊNCIAS DIDÁTICAS


Conforme já mencionamos no decorrer do mês de março já apresentamos dicas de duas sequências de atividades voltadas para facilitar o processo de inserção e acolhimento da criança na escola e/ou no novo grupo. E, no momento, temos sugerido atividades voltadas para a música “Já sabe” da dupla Palavra Cantada, as quais podemos citar:

§  Apreciação musical;
§  Da roda de conversa ao desenho;
§  Atividade de registro em família;
§  Da coleta de dados à confecção de tabelas e gráficos de barras.

Todas as sugestões de atividades acima citadas também contribuem para que você conheça melhor as crianças de seu grupo, a partir delas é possível planejar os objetivos e conteúdos a serem trabalhados no decorrer do ano letivo.

Nesse sentido,o post intitulado, DA COLETA DE DADOS À CONFECÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS DE BARRAS, pode gerar outros desdobramentos como, por exemplo:

Ø UMA RODA DE CONVERSA: Mediante a exposição do cartaz com o gráfico de barras, você poderá questionar sobre as ações que mais precisam ser aprendidas pelas crianças e sobre outras que gostariam de aprender na escola, mas que não aparecem no gráfico. Sugerimos que durante a discussão, você liste aquilo que as crianças dizem querer aprender.

Ø TABELA: “O QUE QUEREMOS APRENDER”: Em outro momento, você poderá expor o cartaz contendo a lista do que as crianças disseram que gostariam de aprender na escola durante a roda de conversa. Ao fazer isso, proponha uma votação para destacar o assunto de maior preferência do grupo, da seguinte maneira:


quinta-feira, 14 de março de 2013

DA COLETA DE DADOS À CONFECÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS DE BARRAS


A atividade de registro em família apresentada aqui no CRINFANCIA,  além de permitir que você, professor (a) conheça melhor as crianças de sua turma, também lhe permitirá introduzir algumas noções de ESTATÍSTICA, as quais contribuirão para que as crianças desenvolvam a capacidade de investigação e organização de informações, isto porque a dica de hoje é:

A CONFECÇÃO COLETIVA DE CARTAZES COM TABELA E GRÁFICO DE BARRAS

Dessa forma, a atividade sugerida no post anterior, pode ser considerada a etapa de coleta de dados, na qual você juntamente com as crianças irá listar o que elas já sabem e o que precisam aprender a partir da atividade realizada com os familiares.

1- COMO CONFECCIONAR O CARTAZ COM A TABELA COLETIVAMENTE?  Nas tabelas os dados são organizados em colunas. Nessa atividade você irá elaborar uma tabela com colunas contendo os seguintes dados: a ação, a quantidade de crianças que já sabem realizar a ação, o registro em numeral de quantas já sabem, a quantidade de crianças que precisam aprender a ação e o numeral que a representa. Para isso, sugerimos que:

terça-feira, 12 de março de 2013

Música "Já sabe":Atividade de registro em família



Com as pequenas ações cotidianas a criança constrói a sua autonomia 
(TONUCCI, 1988,p. 66)
 ATIVIDADE DE REGISTRO EM FAMÍLIA

A letra da música “Já sabe” da dupla Palavra Cantada, trata de algumas ações que são aprendidas pela criança na medida em que vai interagindo com outras pessoas mais experientes de sua cultura, as quais lhes ensinam hábitos necessários para o desenvolvimento de sua autonomia como: escovar os dentes, tomar banho, andar de bicicleta, amarrar o calçado, vestir-se, pular corda, entre outros.

Se os pilares da Educação Infantil são a indissociabilidade entre o cuidar e o educar é necessário o professor buscar meios para saber em que medida as crianças já desenvolveram autonomia para algumas atividades de seu cotidiano. Desse modo, a parceria entre a escola e as famílias pode se constituir como mais uma maneira de o professor conhecer melhor o seu grupo, para isso a dica de hoje do CRINFANCIA é uma atividade de registro a ser realizada pela criança juntamente com seus familiares, se quiser conhecê-la  clique aqui








Música "Já sabe": Da roda de conversa ao desenho


NA RODA DE CONVERSA, SUGERIMOS QUE SEJAM FEITOS QUESTIONAMENTOS A RESPEITO DO QUE DIZ A MÚSICA, TENTANDO FAZÊ-LAS PERCEBER O QUE A CRIANÇA DA MÚSICA NÃO SABE E DEPOIS APRENDE. NESSE MOMENTO INCENTIVE-AS A DIZER O QUE JÁ SABEM FAZER SOZINHAS E O QUE AINDA PRECISAM DE AJUDA.


Para refletir: A roda de conversa é uma atividade bastante recorrente na rotina da Educação Infantil, segundo Costa (2007, p. 5) passou a ser incorporada às práticas da Educação Infantil mediante a defesa da livre expressão da criança pré-escolar, sendo Freinet o precursor dessa prática nessa etapa de ensino. Dessa forma, a RODA DE CONVERSA é um dos instrumentos da Pedagogia de Freinet que visa a livre expressão e, na dinâmica educativa, é, também, “[...] um momento importante para o grupo se conhecer e se organizar. [...] é um momento privilegiado no atendimento à necessidade de exprimir sentimentos e idéias e comunicar-se com os outros” (FERREIRA, apud, Costa, 2007,  p. 5).

Contudo, assim como, Costa (2007, p. 5) entendemos que a roda de conversa não é apenas um instrumento pedagógico, mas sim tempos e espaços interlocutivos que acontece por meio da conversação. Para Marcuschi (2006, p. 14), “[...] a conversação é a primeira das formas de linguagem a que estamos expostos e provavelmente a única da qual nunca abdicamos pela vida afora. [...] é o gênero básico da interação humana”. Assim, utilizamos o gênero conversação na maior parte das atividades que realizamos durante a vida: no trabalho, na escola, nas ruas, na família, ou seja, nas atividades humanas de forma geral. Marcuschi (2006) apresenta, ainda, algumas características da conversação que são: a conversação é um espaço privilegiado para a construção de identidades sociais; a conversação exige uma enorme coordenação de ações que exorbitam, em muito, as simples habilidades lingüísticas dos falantes; a conversação não é fenômeno anárquico e aleatório, mas altamente organizado e possível de ser estudado com rigor científico.

domingo, 10 de março de 2013

Apreciação Musical

Agora que já disponibilizamos a letra e o vídeo da música “Já sabe”, passaremos a sugerir uma sequência de atividades que lhe permitirá conhecer melhor as crianças de sua turma e desenvolver diversas situações de ensino-aprendizagem significativas como: apreciação musical, roda de conversa, desenho, leitura, escrita de códigos, contagem oral, registro de tabelas e gráficos.

1ª DICA: INICIALMENTE VOCÊ PODERÁ RECEPCIONAR AS CRIANÇAS UTILIZANDO A MÚSICA SUGERIDA COMO SOM AMBIENTE. ENQUANTO ELAS BRINCAM, OBSERVE SE JÁ CONHECEM A LETRA E SE TENTAM CANTAR OU DANÇAR.

2ª DICA: POSTERIORMENTE VOCÊ PODERÁ CONDUZIR A APRECIAÇÃO DA MÚSICA, ORIENTANDO AS CRIANÇAS A PRESTAREM ATENÇÃO NA LETRA, NO RITMO E NOS INSTRUMENTOS.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Transição e inserção

O período de transição e inserção da criança na escola ou em um novo grupo é fundamental para que você além de construir vínculos afetivos possa também conhecê-la, buscando informações sobre o que ela já sabe e o que precisa aprender. Ou seja, durante esse processo é necessário coletar dados sobre a criança os quais possam contribuir no planejamento de intervenções que possibilitem  avanços em seu processo evolutivo de aprendizagem.

Para isso, você pode planejar atividades que lhe permitam fazer esse levantamento de informações a respeito das crianças que frequentam o seu grupo. Foi pensando nisso que nós do CRINFANCIA estamos sugerindo uma série de atividades a partir da música, “JÁ SABE” da dupla “Palavra Cantada”. 

Sandra Peres e Paulo Tatit
Estamos disponibilizando o texto e o vídeo da música “Já sabe”, da dupla “Palavra Cantada”, para que você tenha o material necessário para desenvolver a sequência de atividades que estaremos propondo nos próximos posts.

terça-feira, 5 de março de 2013

Quebra-cabeça com fotos


Olá, professores (as), hoje vamos continuar a tratar de atividades que contribuem para a formação vínculos afetivos entre você e as crianças de seu grupo, utilizando a foto como um recurso.

A dica de hoje é a confecção de quebra-cabeças a partir das fotos trazidas pelas crianças, dessa forma, para começar vamos tratar um pouco de como surgiu o quebra-cabeça e como é possível contribuir para o processo de desenvolvimento do educando fazendo intervenções mediante a utilização desse brinquedo.

Conforme encontramos no blog culturapopnaweb, quem comumente recebe os créditos por ter inventado esse artefato é o cartógrafo inglês John Spilsbury, o qual por volta do ano de 1760, com o objetivo de ajudar as crianças a aprender mais sobre geografia, colou mapas sobre finas placas de madeira e, com um estilete, recortou os países em suas fronteiras, originando várias peças. Com esse novo método, as crianças aprendiam a identificar os países e sua localização enquanto se divertiam.

Como podemos ver , inicialmente o quebra-cabeça foi inventado para ajudar o professor a ensinar conteúdos escolares, entretanto com o passar do tempo tornou-se um interessante passatempo para todas as idades e, em 1820 os quebra-cabeças já eram um dos principais brinquedos didáticos. Se quiser saber mais sobre o assunto clique aqui

Sendo assim, os quebra-cabeças desde sua origem são utilizados como um recurso didático que enquanto possibilita o ato de brincar permite também o ensino de conteúdos e o desenvolvimento de capacidades.  Por meio do planejamento de atividades que atendam as crianças considerando sua idade e seu ritmo, na Educação Infantil a utilização de quebra-cabeças também pode contribuir significativamente para o desenvolvimento: da noção espacial, visual, social, coordenação motora, raciocínio lógico, criatividade, imaginação, percepção, concentração, entre outras.

domingo, 3 de março de 2013

ADAPTAÇÃO OU ACOLHIMENTO? EIS A QUESTÃO!


Durante os meses de fevereiro e março, muitos de vocês, professores que atuam na Educação Infantil estão vivenciando juntamente com as crianças um momento delicado de transição da família para a escola ou de um grupo para o outro, ou seja, o momento de inserção da criança em um novo contexto.  O modo como você acolhe a criança e propõe as atividades nessa fase inicial pode fazer toda a diferença para o trabalho pedagógico a ser desenvolvido no decorrer do ano, por isso, nós do CRINFANCIA nos propomos a discutir sobre esse processo de transição e inserção, propondo dicas pedagógicas importantes que lhes permitirão conhecer melhor sua criança e a partir disso elaborar seu planejamento anual.

Mediante as propostas de atividades que apresentamos aqui, pretendemos investir na ideia de acolhimento, porque entendemos que nesse processo tanto a criança como o adulto estão se conhecendo, para isso é necessário que haja a construção de vínculos afetivos de tal modo que permita despertar na criança o desejo de participar das experiências de ensino-aprendizagem propostas nesse novo contexto, assim como, ela sente-se a vontade ao explorar seu espaço familiar. E, dessa forma, romper com a ideia de adaptação, porque nesse processo o que vale é o indivíduo encaixar-se ou enquadrar-se ao modelo de sociedade capitalista vigente.