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domingo, 14 de fevereiro de 2016

AMARELINHA: Da tela ao poema (parte 3)


No dia 7 de abril de 2013, apresentamos aqui no CRINFANCIA, a tela “Amarelinha” de Ivan Cruz e o poema com o mesmo título das autoras Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, ambos publicados no livro “Folclorices de Brincar”, Editora Brasil, e por meio da obra de arte e do poema já publicamos algumas dicas pedagógicas relacionadas à apreciação da obra e à brincadeira da “Amarelinha”.

Hoje, o nosso propósito é sugerir algumas dicas pedagógicas relacionadas ao poema “Amarelinha”, mas antes disso, gostaríamos de esclarecer acerca dos fundamentos teóricos do trabalho com texto os quais estamos defendendo ao propor as atividades envolvendo sobretudo, a linguagem escrita na Educação Infantil. Desse modo, inicialmente, ressaltamos conforme mostra Souza (2010, p. 76), que a criança já faz uso da linguagem antes de entrar na escola, ou seja, ela não se comunica pronunciando palavras e frases isoladas “[...] mas, sim, produzindo textos [...]” (Gontijo; Schwartz, 2009, p.83). Por isso, assim como, Gontijo e Schwartz, defendemos que o trabalho com a linguagem escrita na Educação Infantil deva tomar o texto como unidade de ensino, pois é “[...] no texto que as unidades menores da língua encontram seu significado mais pleno [...]” (p.83).

 Agora, clique aqui, para conhecer algumas sugestões de atividades a partir do poema “Amarelinha”.


FONTE: SOUZA, Eliane Cristina Freitas de Souza. As práticas de alfabetização de duas turmas do primeiro ano do Ensino Fundamental. 2010. 314 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal do Espírito Santo, Vitória, 2010.

terça-feira, 26 de novembro de 2013

BRINCADEIRAS COM AS PALAVRAS: Uma proposta de trabalho a partir do poema “A casa e o seu dono”, Elias José (parte 1).

O texto “A casa e o seu dono”, é um poema de Elias José recheado de rimas que tanto encantam e divertem as crianças! Veja o texto abaixo:
                     
Então, que tal propor uma sequência de atividades voltada para linguagem oral e escrita a partir do texto sugerido?

Segundo Sepentzoglou e Giovani (2011, p. 102), a repetição de sons presente na estrutura das rimas, contribui no processo de apropriação da linguagem oral e escrita. Para esses autores, isso permite que as crianças brinquem com as palavras e ao mesmo tempo enriqueçam o seu repertório. Dessa forma, “[...] a linguagem poética é capaz não só de despertar o interesse das crianças, como também de auxiliá-las na aprendizagem e no uso de novos significados”.

Assim como, os autores citados, compreendemos que a poesia possui elementos importantes para o desenvolvimento infantil, pois  aproxima a criança da linguagem afetiva e rítmica, desperta o lúdico, a imaginação e a fantasia.

Nesse sentido, sugerimos que você, professor (a):

- Exponha o cartaz com o texto, na sala de aula a altura das crianças, para que elas possam “brincar de ler” sempre que desejarem.
- Leia o texto para e com as crianças, nesse momento tente juntamente com elas colocar uma melodia, de tal modo que o poema possa ser lido e cantado. Com certeza elas irão se divertir muito com essa brincadeira!
- Permita que o cartaz seja ilustrado coletivamente.
- Estimule as crianças a encontrarem e a destacarem com diferentes cores, as palavras que rimam entre si.
- Transforme o poema em uma carta enigmática, ou seja, as crianças deverão por meio do desenho ou do recorte e colagem substituir as palavras por desenhos. Clique aqui para ver essa sugestão de atividade.


FONTE: Sepentzoglou, Árthemis; Giovani, Alessandra L. F. Giovani. Poesia: a rima no trabalho com a linguagem. In: Rossetti-Ferreira, Maria Clotilde; Mello, Ana Maria; Vitoria, Telma; Gosuen, Adriano; Chaguri, Ana Cecília. Os fazeres na Educação Infantil. 2011, 12. Ed. São Paulo, SP, Ed. Cortez.


domingo, 24 de novembro de 2013

Adivinhas e palavras cruzadas

"Se tirarmos o prazer de brincar enquanto se aprende dificultaremos 
o desenvolvimento da capacidade de ler, no futuro, os textos escolares 
[porque afinal eles existem]... A leitura é um prazer que também se ensina"
José Moutinho Viale (grifos das autoras)

Acreditamos que por meio do uso de adivinhas bem estruturadas, como as que  compõem o nosso folclore, contribuímos para que a criança adentre ao mundo da cultura escrita de forma lúdica e prazerosa. 

E, a nossa dica pedagógica de hoje para Educação Infantil e série iniciais do Ensino Fundamental é unir a utilização das adivinhas com as palavras cruzadas. Porque, assim como, as adivinhas, as palavras cruzadas contribuem para que as crianças compreendam a escrita, o sentido das palavra e sua ortografia.

Conforme nos mostra Hamze, a própria criança ao tentar adivinhar e escrever as repostas no diagrama da palavra cruzada consegue reconhecer que sua resposta não é a correta ou que cometeu erros ortográficos. Dessa forma, "[...] esquematizados como 'espaços fechados de escrita', não há como preenchê-los escrevendo incorretamente. Esta perspectiva está circundada nos cruzamentos e na quantidade de quadrinhos reservados para cada palavra[...]".

Agora clique aqui para ver a cruzadinha que preparamos como sugestão e em seguida acompanhem os encaminhamentos para essa atividade:

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Dica rápida: "Rima ou combina" (parte 2)


No texto, "Rima ou combina?",postado no CRINFANCIA em 24/05/2013, a escritora Marta Lagarta, brinca com a estrutura das palavras (rimando-as entre si) e  com os seus sentidos, apresentando estrofes da seguinte maneira:

"RATO RIMA COM GATO.
RIMA, MAS NÃO COMBINA.
VACA NÃO RIMA COM CAFÉ,
NÃO RIMA, MAS COMBINA."

Agora, que tal propor uma atividade na qual as crianças brinquem de rimar e combinar palavras por meio de figuras que as representam?! Clique aqui e conheça a brincadeira!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

ADIVINHAS E CAÇA-PALAVRAS

a) Pressupostos teóricos da atividade
De acordo com o que encontramos na Wikipédia, o caça-palavras é um jogo que consiste no arranjo de letras aparentemente aleatórias em uma grade quadrada ou retangular.

O objetivo do jogo é encontrar e circundar as palavras escondidas na grade tão rapidamente quanto possível. As palavras podem estar escondidas verticalmente, horizontalmente ou diagonalmente dentro da grade. As palavras são arranjadas normalmente de modo que possam ser lidas da esquerda para a direita ou de cima para baixo [...] (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ca%C3%A7a-palavras, acesso em 18/07/2013)

Desse modo, o jogo de caça-palavras é ideal para crianças que estão em processo adiantado de apropriação da linguagem escrita ou que já sejam alfabetizadas. Por meio, desse jogo é possível desenvolver a percepção, atenção e concentração, já que é necessário procurar palavras em um bloco de letras.

Nota-se que o caça-palavras é essencialmente uma atividade de leitura na qual a criança precisa encontrar a palavra para completar a grade que o compõe. Sendo assim, ao identificar as palavras, a criança tem a oportunidade de conhecer as convenções do nosso sistema alfabético-ortográfico.

domingo, 17 de novembro de 2013

"Ora bola" - História da bola e esportes que utilizam bolas.


Se a linguagem é viva, muitas palavras podem ser contadas e cantadas, criando espaços e momentos de interlocução, partilhando afetos e conhecimento. E a linguagem escrita? Há também lugar para ela na educação infantil, claro, pois, vivemos numa sociedade letrada que faz uso da leitura e da escrita em seu cotidiano. Isso não quer dizer que devemos ensinar “as letras” para as crianças desde a mais tenra idade, como tampouco, em oposição, retirar todo material escrito das salas de aula de educação infantil.

É preciso, antes de tudo, não esquecer que a escrita está dentro da escola porque está fora dela, no mundo: a escrita não é um objeto escolar! É igualmente necessário pensar na função social da escrita: para que ler e escrever? Para fazer as lições escolares? Para repetir a palavra da professora? Para cumprir um objetivo escolar, destituído de sentido? (OSTETTO, 2004, p. 84-85).

Considerando a epígrafe acima, nós do Crinfancia, concebemos o TEXTO a unidade básica para o ensino da linguagem escrita em qualquer etapa de ensino, sobretudo, na Educação Infantil, porque é no texto que a linguagem se realiza, já que o processo de interlocução entre os sujeitos, seja no discurso oral ou escrito, não se dá por meio de palavras, sílabas ou letras soltas, mas sim por meio de enunciados concretos.


E, é pensando nisso que entendemos o quanto o texto da música "Ora bolas", pode produzir inúmeros sentidos, os quais por sua vez,  contribuem para a apropriação de conhecimentos em diversas áreas. Por exemplo, mediante a apresentação desse texto, você professor (a), da Educação Infantil ou séries iniciais do Ensino Fundamental poderá:

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Brincadeiras tradicionais com bola e a música “Ora bolas”


Em 23/10/2013, sugerimos a utilização da música “Ora bolas”, do grupo Palavra Cantada, para iniciar o trabalho pedagógico com a série “Brincadeiras tradicionais com bola” (clique aqui para conhecer o vídeo) e, a partir desta postagem pretendemos apresentar dicas pedagógicas para a Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, que mostrem como o texto dessa música pode contribuir no processo ensino-aprendizagem nas diferentes áreas do conhecimento.
http://www.guiageo-mapas.com/globos.htm
E, hoje, mais especificamente, estamos sugerindo uma atividade voltada para Natureza e Sociedade, na qual você, professor (a) da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, poderá apresentar o mapa mundi e os mapas: da sua cidade, do seu estado e do Brasil, para que paulatinamente as crianças possam desenvolver a noção de que elas estão inseridas em um contexto amplo que vai da sua casa ao mundo. 

Ao utilizar esses recursos, sugerimos que as crianças sejam instigadas a pesquisar os nomes: da sua rua, do seu bairro, da sua cidade e do seu estado e do seu país, clique aqui e conheça a atividade que estamos propondo.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

"Descubra a Palavra" e adivinhe!


a)  Pressupostos teóricos da atividade

De acordo com Gontijo e Schwartz (2009, p.16-67), defendem o ensino de alguns conhecimentos necessários à aprendizagem de leitura e da escrita, os quais são:

1º Conhecimento: Os sistemas de escrita
2º Conhecimento: História dos Alfabetos
3º Conhecimento:  Nosso alfabeto
4º Conhecimento: Distinção entre desenho e escrita
5º Conhecimento: As letras do nosso alfabeto
6º Conhecimento: Compreensão da direção convencional da escrita
7º Conhecimento: Símbolos utilizados na escrita
8º Conhecimento: Compreensão da finalidade de segmentação dos espaços em branco
9º Conhecimento: Relações entre sons e letras e letras e sons

Contudo, as autoras ressaltam que o ensino desses conhecimentos devem acontecer de forma integrada às dimensões leitura e produção de textos orais e escritos.

E na brincadeira que envolve as adivinhas e o jogo "Descubra a Palavra", será possível de forma lúdica e dialógica ensinar, sobretudo,5º Conhecimento ( As letras do nosso alfabeto), pois ao dialogar sobre as  hipóteses que possivelmente respondem aos enigmas propostos no jogo (clique aqui para conhecer o jogo), você, professor (a), estará ensinando:
  • o nome das letras do alfabeto;
  • a categorização gráfica da letras;
  • categorização funcional das letras (ortografia);
  • e a direção dos movimentos ao escrever as letras.

domingo, 3 de novembro de 2013

Adivinhas: Jogo de tabuleiro

JOGO DE TABULEIRO
A dica pedagógica do Crinfancia para o trabalho com as adivinhas, é organizá-las em um jogo de tabuleiro, conforme apresentamos na imagem acima, clique aqui para conhecer e você mesmo confeccionar o seu jogo.

Este jogo é composto por:

  • 1 tabuleiro com desenhos  que respondem às adivinhas;
  • 44 fichas contendo as adivinhas (clique aqui - cartelas 1, clique aqui - cartelas 2, clique aqui - cartela 3);
  • 54 fichas com seis cores diferentes para que os grupos marquem a resposta no tabuleiro (clique aqui - para imprimir as fichas).
Como jogar:

-  Dependendo da faixa-etária ou nível de apropriação da leitura e da escrita em que se encontra o seu grupo de crianças, você professor (a) poderá organizar a turma em até seis grupos, para isso talvez seja necessário ampliar o tabuleiro de modo que ele fique no centro da sala e todas as crianças dos grupos possam visualizá-lo. Desse modo, as cartelas serão organizadas em uma pilha em que um representante de cada grupo na sua vez irá retirar uma cartela e entregar para que, você professor (a) a leia. O grupo que primeiro responder a adivinha deverá colocar a ficha com a cor que representa o grupo em cima da figura que representa a resposta. Ganha o jogo, o grupo que primeiro terminar as fichas.

- Caso o seu grupo de crianças já esteja em um nível mais avançado de apropriação da leitura e da escrita, o material acima apresentado, poderá ser reproduzido em maior quantidade para que as crianças possam disputar entre si e não mais em equipes, como na sugestão anterior, nesse caso, as fichas que marcam as respostas representarão cada componente do grupo.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Bingo de adivinhas com desenhos


Brincando com as palavras e fazendo das palavras espaço de interação, de intercâmbio de experiência, de expressão de sentimentos etc., estamos dando às crianças a oportunidade de partilharem uma educação infantil que faça de fato diferença nas suas vidas (Corsino, 2009, p. 67).

O modo como se estruturam as adivinhas as tornam por natureza promotoras de interações verbais lúdicas que despertam fascínio em crianças, jovens e adultos. Desse modo, reconhecemos que a inserção desse gênero textual na prática pedagógica traz contribuições importantes nas mais diversas áreas do conhecimento, pois ao se aplicar esse jogo de perguntas e respostas é possível desenvolver: a linguagem oral e escrita, o raciocínio lógico-matemático e o conhecimento de mundo.

E, hoje, a nossa dica pedagógica de trabalho com as adivinhas é de utilizá-las no jogo do bingo com desenhos. Nesse jogo as respostas das adivinhas estão representadas por desenhos, sendo assim, para marcar o bingo a criança terá que encontrar as imagens que melhor representam os enigmas.

a)  Pressupostos teóricos da atividade

Neste contexto, o bingo com desenhos, constitui-se também em uma atividade de leitura, porque conforme Paulo Freire, “a leitura de mundo precede a leitura da palavra”. E, vale ressaltar que os desenhos que compõe as cartelas deste bingo, assumem a condição de escrita, visto que, os desenhos estão entre o objeto em si e a escrita (que é uma representação de 2ª ordem), ou seja, os desenhos são uma representação da ideia dos objetos em si, e, a escrita, por sua vez, é uma representação dos sons e das palavras da linguagem oral, por isso é considerada uma representação de 2ª ordem.

Desse modo, ao responderem as adivinhas identificando os desenhos correspondentes, as crianças estão realizando um tipo de leitura, a qual contribui significativamente no processo de apropriação da linguagem escrita, posto que, paulatinamente passam a compreender a ideia de representação, ou seja, que são utilizados diferentes símbolos e signos para representar: os objetos, as ideias, os sons e as palavras da linguagem oral.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da brincadeira da "Cabra-cega" ao texto informativo (intergeneracidade)

Por meio da intergeneracidade é possível trabalhar o texto instrucional na Educação Infantil, de modo a tornar a prática da leitura uma brincadeira. Para exemplificar, apresentamos a seguir, o poema "Cabra-cega", das autoras Mércia Maria Leitão e Neide Duarte.
A intergeneracidade consiste conforme, explica Koch (2006), em um um fenômeno de hibridização, de mistura de gêneros ou de intertextualidade intergêneros. Ou seja, consiste na possibilidade de um determinado gênero apresentar uma forma híbrida, isto é, apresentar a forma de outro gênero.

Nesse sentido, as autoras,  Mércia Maria Leitão e Neide Duarte, explicam como brincar de cabra-cega utilizando-se do poema "Cabra-cabeça". Para nós do CRINFÂNCIA, a utilização deste gênero textual  se aproxima do interesse  da criança, pois o jogo de palavras presente nele aguça a sua curiosidade e ao mesmo tempo facilita a compreensão de como brincar.E, é pensando nisso que nós do CRINFANCIA, sugerimos a você professor (a) apresentar as regras dessa brincadeira por meio do poema das autoras supracitadas e do texto instrucional.


REFERÊNCIA: Leitão, Mércia Maria; Duarte, Neide, FOLCLORICES DE BRINCAR, 2009, São Paulo, Editora do Brasil.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

ADIVINHAS: VOCÊ SABIA?


No livro "Quem adivinha?" de Helena M. Uehara e Vera Andrade encontramos importantes informações que você, professor(a) precisa saber para compreender a importância dessa brincadeira tradicional na prática pedagógica da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental.

  1. As adivinhas são também conhecidas com enigmas ou adivinhações.
  2. Os fenícios, os gregos, romanos, o egípcios e outros povos antigos,já brincavam de adivinhas.
  3. Há também registros de adivinhas entre os indígenas e os africanos. Portanto, estão presentes no inteiro, são universais.
  4. Uma mesma adivinha pode variar de um região para outra, de um país para outro na maneira de formular a pergunta.
  5. As adivinhas são transmitidas de geração a geração oralmente e fazem parte do folclore.
  6. O primeiro livro de coleção de adivinhas, em Língua Portuguesa, data de 1603. Chama-se "Passatempo honesto de enigmas e adivinhações", Francisco Lopes.
Desse modo, conforme nos mostra Helena M. Uehara, as adivinhas fazem parte da tradição cultural da humanidade e, por isso, precisam ser resgatadas como forma de preservar e ensinar diversos conteúdos de diferentes áreas do conhecimento.

Considerando a relevância dessa brincadeira, nós do CRINFANCIA, estamos preparando um material impresso que poderá subsidiar a prática pedagógica de professores(as) da Educação Infantil e série iniciais do Ensino Fundamental. Aguardem, em breve,  "Série Adivinhas".

sexta-feira, 21 de junho de 2013

As adivinhas enquanto unidade textual





Para nós do CRINFANCIA  é papel da escola e do professor(a) garantir que o educando se aproprie das objetivações humanas constituídas ao longo de sua história, ou seja, cabe a escola perpetuar a cultura. Diante disso, as adivinhas poderão ser aproveitadas no trabalho pedagógico da Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental, garantindo, desse modo, a perpetuação de uma herança cultural.

Sabemos que o folclore brasileiro é rico em adivinhas que divertem e instigam a curiosidade das pessoas e, entendemos também  que a apropriação da linguagem escrita se dá em situações de ensino e aprendizagem que favoreçam a interação verbal, ou seja, o diálogo. Sendo assim, o trabalho pedagógico com as adivinhas na Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental poderá ser bastante profícuo, visto que, este gênero textual, sobretudo, constitui-se em uma ação que mais interessa as crianças, o brincar, o brincar com a linguagem.

domingo, 16 de junho de 2013

Compartilhando experiênicas: "Boneco Maluco" em ação


Desenho produzido por um aluno e boneco confeccionado por uma mãe
da  turma da professora  Gisele

As imagens que estamos apresentando acima, referem-se ao trabalho que está sendo desenvolvido pela professora Gisele Favaro (Aracruz-ES). Ela tem acompanhado as dicas pedagógicas para Educação Infantil que temos apresentado, aqui no CRINFANCIA, e aplicado em sua turma de grupo 5. Dessa forma, o texto "Boneco Maluco" de Elias José, foi recriado e materializado em: desenhos, textos  e em um boneco.

Agora veja o texto que a professora Gisele Favaro publicou na fan page do CRINFANCIA:

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Adivinhas: origem e contribuições


No site www.rosacruz.pt, encontramos informações relevantes a respeito da origem das adivinhas, bem como suas contribuições para o desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem das crianças. Segundo esse site, a origem das adivinhas é muito antiga

[...] O bíblico Sansão e o histórico Édipo da Grécia clássica, foram os primeiros que se preocuparam com a decifração de enigmas ou advinhas. Lembram-se da pergunta que a esfinge fez a Édipo? "Qual é o animal que, de manhã tem quatro pés, ao meio-dia dois, e à tarde três?".
A resposta foi, como sabemos, "o homem", porque, na infância ele gatinha, cresce e anda com as duas pernas e, por fim, na velhice, apoia-se na bengala. A decifração do enigma, diz a história, libertou a cidade de Tebas do terror da esfinge.
 


A adivinha é uma forma literária que apresenta uma estrutura desafiadora, a qual deve ser encarada como uma brincadeira em que a vitória e o prazer conquistam-se pelo descobrimento do sentido das palavras, quando se compreende a lógica da adivinha.

Desse modo, por que propor jogos de adivinhas em turmas de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental? Essa brincadeira pode contribuir para:

  • O desenvolvimento da atenção.
  • Que a criança esqueça momentaneamente a sua relação com o mundo que a rodeia, para se imaginar no centro da realidade sugerida pelo texto do adivinha.
  • E para o desenvolvimento: da capacidade de abstração, da disciplina, do raciocínio, da observação imaginativa e da linguagem oral e escrita.
Por todas essas contribuições, por que não incluir essa brincadeira em suas aulas? Fiquem atentos, o CRINFANCIA, apresentará nos próximos dias dicas pedagógicas para a Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental envolvendo os adivinhas, aguardem!

Fonte: 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

"Rima ou Combina? (parte 1)

Antes de apresentarmos a dica pedagógica de hoje, gostaríamos de expor algumas considerações acerca da importância do brincar no desenvolvimento da linguagem verbal. Nesse sentido, abordaremos mais especificamente as brincadeiras com as palavras, as quais segundo  Leal e Silva (2010, p. 58) incluem situações em que as crianças brincam de manipular as dimensões sonoras das palavras.

Conforme nos mostra Leal e Silva (2010, p. 57), "[...] o brincar com a língua faz parte de muitas culturas em diferentes momentos históricos[...]", portanto, essas brincadeiras  são ensinadas em situações em que o adulto juntamente com a criança canta músicas e cantigas de rodas; ou recita poemas e quadrinhas; ou ainda as desafia com diferentes adivinhações. Sendo assim, quando propomos esse tipo de situações de ensino-aprendizagem, estamos trabalhando a linguagem de uma forma lúdica e prazerosa.

E, foi pensando nisso, que nós do CRINFANCIA, estamos apresentando uma dica pedagógica para a Educação Infantil, voltada para o livro "Rima ou combina?" de Marta Lagarta e ilustrações de Suppa (Editora Ática) . Esse livro é constituído por quatro textos: "Voa ou não voa?", "Rima ou combina?", "Caroço ou semente?" e "Pelo ou cabelo?".


sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Quando as imagens falam"

Segundo Costa (2010,p. 177) , os livros que narram histórias por meio de imagens constituem-se em obras preciosas que têm ganhado um bom espaço no mercado editorial e agradam as crianças as quais frequentam a Educação Infantil. Para essa autora "[...] a ilustração é um texto e, como qualquer imagem tem significados próprios e independentes". (Camargo, apud, Costa, 2010, p.177).

De acordo com Silvia Oberg, "traços, cores e formas atraem o nosso olhar desde a infância e, antes mesmo de falar, podemos interagir com grafismos, fotografias, desenhos e ilustrações". Desse modo, assim como, defende Oberg, acreditamos que "[...] a leitura das imagens antecede a das palavras e pode, inclusive, ser tomada como um primeiro passo à leitura do escrito". E, por acreditar nisso, que hoje, nós do CRINFANCIA, apresentamos uma dica pedagógica para Educação Infantil, voltada para a leitura e produção de texto da história "A chave" de Eva Furnari, presente no livro, "A bruxinha atrapalhada" da mesma autora:

Para conhecer a história e apresentá-la para sua turma clique aqui. Antes de apresentar as imagens que relatam a história, sugerimos que você, professor(a) em uma roda de conversa questione às crianças sobre:
- Quais seres usam varinha mágica?
- E se você tivesse uma varinha mágica? O que faria? (Nesse momento, aproveite para registrar em um cartaz as respostas das crianças).

quarta-feira, 8 de maio de 2013

DICA RÁPIDA: DESENHANDO A PARTIR DO TEXTO, “BONECO MALUCO” DE ELIAS JOSÉ.

O texto que segue na imagem abaixo, “Boneco maluco”, encontra-se no livro “BONECO MALUCO E OUTRAS BRINCADEIRAS” de Elias José, Projeto Editora.



E, a dica rápida de hoje no CRINFANCIA, é a leitura e o desenho de como a criança imagina ser o “boneco maluco” que João montou. Para isso, sugerimos que você, professor (a):

1) Leia o texto para as crianças o texto sugerido.

2) Na roda de conversa, peça as crianças que descrevam oralmente como imaginam ser o “boneco maluco” que João montou. Em seguida explore o sentido das expressões: “BARRIGA DA PERNA”, “DEDOS DE PROSA”, “BOCA DA NOITE”, “OLHOS DE SOGRA”, “PÉS DE MOLEQUE” E “UNHAS DE FOME”, visto que, elas possuem sentido figurado e não podem ser concretamente representadas, ou seja, na produção de seu desenho a criança terá que criar imagens que possam representá-las.

3) Disponibilize materiais diversificados como: lápis de cor, canetinha, tinta guache, tesoura, cola, papéis diversos, palitos, retalhos de tecido, linhas, lãs, botões, entre outros, para que as crianças possam produzir o desenho de como imaginam ser o “boneco maluco” que João montou.

4) Por último, organize um momento de exposição do trabalhos para que as crianças apreciem os trabalhos dos colegas e ao mesmo tempo possam falar de suas próprias produções.

terça-feira, 30 de abril de 2013

BRINCADEIRAS COM AS PALAVRAS: Releitura do poema “A casa e o seu dono”, Elias José (parte 3).



FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DA ATIVIDADE

A dica pedagógica para a Educação Infantil que apresentamos hoje, servirá para aprofundarmos um pouco mais a respeito do papel da Linguagem Escrita nessa etapa de ensino, pois, conforme mostra Stemmer (2010, p.v 131), comumente nos deparamos com professores (as) que atuam na Educação Infantil levantando questionamentos  relacionados ao processo de ensino-aprendizagem da leitura e da escrita,

[...] são comuns indagações como: alfabetiza-se, não se alfabetiza? E se a criança pergunta?  E se os pais ensinam? E se os pais exigem que se ensine? Eu digo ou não digo com que letra se escreve? Eu digo ou não digo que está escrito errado? E se não corrijo, o que os pais vão pensar? Eu deixo a criança descobrir sozinha? Como trabalhar com a linguagem escrita na educação infantil? Trabalha-se com a linguagem escrita na educação infantil?

Diante de tais questionamentos, a autora mencionada, responde que devemos sim, ensinar a linguagem escrita às crianças, sem, contudo enfatizar mecanicamente o ler e o escrever. Stemmer (2010, p. 140), ressalta que, nós professores (as) que atuamos nessa etapa de ensino precisamos estar conscientes de que não estamos lidando com adultos em miniatura, visto que, conforme “[...] afirmou Luria, e ainda que saibamos, que ela modela sua cultura primitiva, pois mesmo não possuindo arte da escrita, ainda assim escreve; e ainda que não possa contar, ela conta [...]”(2010, p. 140). Desse modo, a autora ressalta que nos compete enquanto professores (as), conscientes da complexidade que envolve o processo de alfabetização, possibilitar intencionalmente que as crianças se apropriem dos artefatos culturais produzidos pela humanidade ao longo de sua história.

No processo de apropriação da escrita, é fundamental que a criança compreenda a função social da escrita, ou seja, que a leitura e a escrita não são apenas atividades escolares, mas que

As palavras servem para brincar, para rir, para chorar, para expressar sentimentos e desejos, para convencer, para ordenar, para informar, para aprender e ensinar, para comunicar-se com o outro, para pensar. A linguagem é um instrumento de ação no mundo, sobre o outro, com o outro e com os muitos outros que constituem nosso pensamento e a nossa consciência [...]. (CORSINO, 2009, p. 50).

domingo, 28 de abril de 2013

Uma proposta de trabalho a partir do poema “A casa e o seu dono”, Elias José (parte 2).


DIFERENTES TIPOS DE MORADIA



Diferentemente do trabalho pedagógico com a leitura e a escrita pautado em palavras, sílabas ou letras isoladas, o texto é espaço de diálogo, de interação do sujeito com outro e produção de múltiplos sentidos. E, é exatamente isso que ocorre com o poema de Elias José, “A casa e o seu dono”, postado aqui no CRINFANCIA no dia 24/04/2013, pois, além de brincar com as palavras produzindo rimas às vezes sem o menor sentido, o texto também nos remete ao estudo da temática “MORADIA”, já que o poema descreve de forma divertida o tipo de moradia de alguns animais.
Dessa forma, nós do CRINFANCIA, a partir desse texto, apresentamos algumas dicas de atividades voltadas para a temática MORADIA, as quais abordam os seguintes aspectos:

- como e porque o homem passou a construir casas ? (Para conhecer um pouco mais sobre esse assunto clique aqui e veja algumas sugestões que encontramos no blog http://espacoeducar-liza.blogspot.com.br), 
- os tipos de moradia,
- a criança e a sua moradia.
 Também seria interessante que as crianças conhecessem como alguns animais se protegem do vento, da chuva, do calor, do frio entre outros fenômenos da natureza.

Para começar, retome a leitura do poema “A casa e o seu dono” de Elias José, em seguida na roda de conversa oriente o diálogo em torno da temática moradia, incentivando as crianças a dizer onde moram e a descrever como é a sua casa. Clique aqui, para conhecer algumas sugestões de atividades voltadas para a temática moradia.