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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Proposta Pedagógica: Organização dos instrumentos de trabalho do professor

Para que o (a) professor (a) que atua na Educação Infantil  de fato assuma sua importante função de ensinar, ou seja, atuar como um importante mediador entre a criança e o conhecimento que ela precisa ou deseja apropriar-se, é necessário que ele conheça a principio como a criança se desenvolve, bem como, identificar as necessidades de aprendizagem decorrentes do  processo de desenvolvimento infantil.

Contudo, compreendemos que o processo de desenvolvimento não é algo dado a priori, mas também pode ser determinado por influências do contexto sócio-cultural no qual se insere a criança, dessa forma, entendemos que não é possível encontrar um "manual" que caiba a toda e qualquer criança. Por isso, a avaliação e o planejamento tornam-se instrumentos fundamentais para o trabalho do professor.

Nesse sentido, Faria e Salles (2010, p.36-38) ressaltam a necessidade de a Proposta Pedagógica das IEI explicitar as formas como irão organizar o PLANEJAMENTO de seu trabalho cotidiano com as crianças, bem como, a AVALIAÇÃO delas e de seu próprio trabalho

Significa, ainda, explicitar outros instrumentos que irão viabilizar o planejar e o avaliar, entre eles, a observação e o registro, justificando essas formas de utilização de acordo com as concepções de criança, de desenvolvimento/aprendizagem e de Educação Infantil que orientam a proposta.

Ao tratar do planejamento, a Proposta Pedagógica deve explicitar como esse ocorre nas IEI: a periodicidade, os instrumentos utilizados, o papel do pedagogo nesses momentos, que aspectos são contemplados no planejamento (organização da rotina, projetos, sequência de atividades, atividades permanentes, entre outros) e como os professores se agrupam para planejar suas aulas.

Quanto à avaliação, a Proposta Pedagógica, precisa esclarecer de que modo ocorrerá: a periodicidade e os instrumentos utilizados (descritiva, objetiva - com múltiplas escolhas para que o (a) professor (a) marque aquelas que mais se assemelham as suas crianças, auto-avaliação da criança, portfólios, diários de campo, entre outros).


Para nós do CRINFANCIA, avaliar é: refletir para agir (reflexão) e, planejar é: traçar objetivos, conteúdos, estratégias e recursos (ação refletida). Entretanto, reconhecemos que esse processo é um ciclo que não se fecha, posto que, após colocar o plano em prática, o professor precisa avaliar novamente para: certificar-se de que houve aprendizagem, auto-avaliar as estratégias e recursos utilizados e planejar novamente (replanejar). Desse modo,



No texto, Planejamento na Educação Infantil: Mais que atividade, a criança em foco, de Luciana Esmeralda Ostetto, é possível encontrar importantes considerações à respeito das diferentes abordagens de planejamento até o planejamento com foco na criança, como sujeito de direito. Ao tratar do planejamento com foco na criança, percebe-se que a autora, mesmo que implicitamente, ressalta a importância do olhar, da escuta e do registro sobre a criança, para conhecer o texto clique aqui .

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Proposta Pedagógica/ Organização das metodologias de trabalho

A Proposta Pedagógica, segundo Faria e Salles (2010, p. 34-35) deve esclarecer as metodologias que orientam o trabalho pedagógico, ou seja, "[...] significa refletir a respeito de formas de desenvolver o trabalho de cuidar e educar as crianças no cotidiano [...]". Dessa forma, a proposta pedagógica deve apresentar as opções do grupo de professores da Instituição de Educação Infantil quanto aos procedimentos, posturas, atitudes, estratégias e ações a serem adotadas nos diferentes tempos e espaços da instituição, revelando assim, o modo como o currículo será vivenciado na prática.

Faria e Salles (2010), apontam para a necessidade de os (as) professores (as) conhecerem diferentes formas de trabalho, para que possam fazer escolhas mais adequadas ao seu grupo de crianças e a cada situação, visto que, qualquer metodologia a ser adotada deve levar em conta as necessidades e interesses dos diferentes grupos de crianças. Nesse sentido, a escuta e a observação sobre a criança deve anteceder as escolhas metodológicas do (a) professor (a).

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Proposta Pedagógica/ Organização das crianças

Assim como, na organização dos tempos e espaço, a organização das crianças, também deve ser pensada sob duas vertentes, a institucional e a do trabalho cotidiano. Considerando, a vertente institucional, a Proposta Pedagógica deve explicitar os critérios e as formas de organização das crianças e, conforme orienta Faria e Salles (2010, p. 34), é necessário estabelecer também a relação numérica professor (a) e crianças. Nessa perspectiva institucional, faz-se necessário esclarecer as formas de inserção e acolhimentos dos alunos.

Já no que se refere ao trabalho cotidiano, a Proposta Pedagógica deve deixar claro como os (as) professores (as) organizam as crianças para que lhes sejam garantidos a construção: de sua identidade, de sua subjetividade, de seu sentimento de pertencimento social, de sua autoestima, de sua autoconfiança, de sua capacidade de respeitar o outro e de autuar cooperativamente. Além disso, Faria e Salles (2010, p. 35), nos chama a atenção para a necessidade de se planejar estratégias que garantam a inclusão de todas as crianças.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Proposta Pedagógica/Organização e gestão do trabalho (Organização de espaços)

Considerando que na Educação Infantil o processo educativo não ocorre apenas no espaço-tempo da sala de aula, a Proposta Pedagógica das IEI devem explicitar como se organizam os espaços disponíveis.

Quanto a esse aspecto Faria e Salles (2010, p. 33), explica que o espaço deve ser tratado sobre duas vertentes, uma institucional e outra mais relativa aos espaços, equipamentos e materiais que são utilizados pelos profissionais e pelas crianças. Desse modo, sugere-se que a Proposta Pedagógica apresente como se organiza  o ambiente interno e externo da instituição. E, em relação aos espaços externos, é importante indicar outros espaços naturais e culturais existentes próximos à escola, os quais podem ser utilizados no desenvolvimento de atividades.

Faria e Salles (2010, p. 33), destacam ainda, que a organização do ambiente educativo reflete as crenças e concepções que orientam o trabalho da IEI. Nesse sentido, as autoras sugerem que:

para atender as necessidades da criança e a diversidade do currículo na Educação Infantil é imprescindível a organização de espaços com uma variedade de materiais disponíveis que permitam a escolha das crianças, as vivências corporais, a imaginação, o desenvolvimento do brincar, das demais linguagens, o contato com a natureza, a apropriação e produção de conhecimentos e a ampliação de seu universo cultural.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Proposta Pedagógica: 5º aspecto (Organização e gestão do trabalho - parte 1)

A organização e a gestão do trabalho precisam ser explicitados na Proposta Pedagógica das instituições de Educação Infantil, porque, por meio desse aspecto a escola a escola organiza questões pedagógicas e administrativas de tal modo que fique evidenciado a coerência entre o discurso e prática. 

Desse modo, ao organizar a gestão do trabalho é necessário contemplar:

a) A organização do currículo: ao se elaborar o currículo é fundamental compreender que este precisa articular-se com todos os outros aspectos da Proposta Pedagógica, não podendo ser elaborado de forma isolada. E, conforme nos mostra Faria e Salles (2010, p. 32)


No contexto específico da Educação Infantil, explicitar o currículo em uma Proposta Pedagógica representa apontar as experiências a serem trabalhadas com as crianças na IEI, organizando todos os saberes, conhecimentos, valores e práticas que possibilitam o cuidar e educar crianças de 0 até 6 anos de idade.

b) Organização dos tempos: De acordo com Faria e Salles (2010, p. 32), a organização dos tempos nas Instituições de Educação Infantil deve ser pensada sobre duas vertentes: a institucional e no cotidiano do trabalho.

Sobre a vertente institucional, a Proposta Pedagógica deve apresentar e justificar de maneira coerente a maneira como se organizam:


  • os períodos de atendimento - parcial, integral, diurno ou noturno;
  • a cobertura dos atendimento durante o ano civil, com ou sem período de férias;
  • os horários de funcionamento de acordo com o público atendido;
  • a carga horária de seus funcionários e a forma de distribuição dessas horas no dia a dia;
  • o período de adaptação das crianças e suas famílias;
  • o calendário anual, com atividades coletivas juntos às crianças, às famílias, à comunidade e aos profissionais da instituição.
Quanto a organização dos tempos na vertente do cotidiano do trabalho Faria e Salles (2010, p. 33), explica que este está diretamente relacionado ao tempo dos (as) professores (as) nas ações de cuidar e educar, ou seja;


  • a organização mensal, semanal, a rotina diária das atividades articulada com as atividades coletivas da instituição, isto é, a dinâmica do planejamento;
  • a alternância entre os diversos tipos de atividade.
As autoras ainda sugerem:


Refletir sobre as rotinas institucionais é fundamental, pois elas são organizadoras estruturais das experiências cotidianas, auxiliando os professores a organizar seu trabalho e as crianças a construir a noção de tempo. É por meio da organização dos tempos na IEI que se evidenciam as prioridades do currículo que ali se desenvolve.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Proposta Pedagógica: 4º aspecto (Finalidades e Objetivos)

Conforme nos mostra Farias e Salles (2010, p.31), as finalidades e objetivos da instituição devem estar explicitados em sua Proposta Pedagógica, tendo como base o contexto sociocultural e as concepções já apresentados, desse modo, ressaltam que é necessário: 

apontar o sentido e a razão de ser dessa instituição, colocando a criança como centro do processo educativo. Significa reconhecê-la como sujeito que tem direito ao cuidado e à educação em instituições de caráter educativo, em complementação à ação da família e da comunidade.
  
Em relação aos objetivos, as autores sugerem que estejam relacionados ao desenvolvimento e aprendizagem da criança, não perdendo de vista a integralidade desse processo, nas suas dimensões afetivas, cognitivas, físicas, sociais e culturais.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Proposta pedagógica: 3º aspecto (Concepções norteadoras)

Por mais que se relute,  não há como negar que toda prática está respaldada em concepções teóricas. Mesmo que de forma não intencional o nosso fazer está carregado de uma visão de sociedade, de ser humano, de criança, de desenvolvimento e aprendizagem, de educação e cuidado. 

Contudo, conforme nos mostra Faria e Salles (2010), essas visões e concepções precisam ser avaliadas, refletidas e reelaboradas no momento da elaboração da Proposta Pedagógica a partir de pressupostos teóricos que de fato sejam presentificados na prática.


Nesse sentido, o momento de elaboração da Proposta Pedagógica se constitui em oportunidade de se revelar e discutir as crenças e os valores que estão subjacentes à prática, fundamentando-a teoricamente e buscando coerência entre o discurso e as ações vivenciadas no cotidiano.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Proposta pedagógica: 2º aspecto (Contexto sociocultural)

 A organização dos tempos, dos espaços e do currículo das instituições de Educação Infantil precisam considerar o contexto sociocultural no qual estão inseridas, por isso a caracterização deste contexto é um aspecto que necessita estar presente na elaboração da Proposta Pedagógica.


Desse modo Faria e Salles (2010, p. 30), sugerem que ao caracterizar o contexto sociocultural das instituições de Educação Infantil na Proposta Pedagógica: 
  • sejam explicitados como são as crianças e as famílias com as quais a instituição trabalha;
  • conhecer as condições de vida, trabalho, profissão dos pais, mães e outros familiares, serviços  a que têm acesso, costumes e tradições da comunidade, religiões, músicas, danças e outras formas de lazer;
  • em relação às crianças é fundamental dar destaque às atividades que realizam no seu cotidiano fora da instituição: o que fazem, como fazem, de que e com quem brincam, produções culturais a que têm acesso, entre outros.
REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Proposta pedagógica: 1º aspecto (HISTÓRICO)

Ao elaborar a Proposta Pedagógica de uma instituição de Educação Infantil é  fundamental considerar sua história, levando em conta: o processo de formação inicial e continuada de seus profissionais, as práticas pedagógicas que se constituíram ao longo dos tempos, as mudanças no contexto sócio-cultural, enfim,


[...] é necessário ter em mente que uma  Proposta Pedagógica possui uma história que precisa ser contada. Ela tem passado, presente e futuro [...] é preciso resgatar as experiências acumuladas pela instituição em tentativas anteriores de sistematizar e organizar as ações do trabalho pedagógico [...] (FARIA E SALLES, 2010, p. 30).

Nesse sentido, por melhor que sejam as intenções, a tentativa de elaborar uma Proposta Pedagógica que não considere o processo histórico das instituições é percebido como imposição e, por isso, está fadada a fracassar.

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.












segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Quais elementos constituem uma Proposta Pedagógica?"

Segundo Faria e Salles (2010, 28-29), os Conselhos Estaduais ou Municipais de Educação ao regulamentarem a Educação Infantil, definem os aspectos os quais devem ser considerados na elaboração das Propostas Pedagógicas ou PPP (Projeto Político Pedagógico) das instituições de Educação Infantil.

As autoras ainda apontam que esses aspectos constituem-se  em elementos fundamentais a serem considerados, visto que, são norteados "[...] por uma concepção de proposta pedagógica historicamente construída", contudo alertam que esses elementos devem ser tomados de forma articulada. 

Sendo assim, considerando a articulação de todos esses aspectos, Faria e Salles (2010, p. 29) propõem uma estrutura possível para a elaboração de uma Proposta Pedagógica ou PPP:
  • História da Instituição e de sua Proposta Pedagógica
  • Contexto sociocultural no qual a instituição se insere
  • Concepções norteadoras do trabalho
  • Finalidades e objetivos
  • Organização e gestão do trabalho, que abrange:
       a) o currículo;
       b) os tempos;
       c) espaços, equipamentos e materiais;
       d) as crianças;
       e) as metodologias de trabalho;
       f) os instrumentos de trabalho do professor;
       g) os profissionais e suas condições de trabalho;
       h) o trabalho com a comunidade e com a família;
       i) as formas de articulação da Educação Infantil com o Ensino Fundamental;
       j) as formas de gestão institucional.

Nas próximas postagens, apresentaremos aqui, no CRINFANCIA, o que deve ser explicitado em cada um desses aspectos acima mencionados, aguardem!

REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Proposta pedagógica (primeiros apontamentos)

Assim como,  Faria e Salles (2010, p.24), nós do CRINFANCIA, compreendemos que a elaboração da proposta pedagógica não serve apenas para cumprir uma determinação legal, mas sim para "[...] sistematizar e organizar uma prática em andamento, constituindo-se em material que irá orientar as ações educativas da instituição e possibilitar uma constante avaliação e reformulação do trabalho." 

Desse modo, para nós, a Proposta Pedagógica, deve:
  •  retratar o que a escola de fato acredita e faz, caso contrário esse documento está fadado a permanecer engavetado;
  • envolver todos os interlocutores que participam das ações de cuidar/educar as crianças que frequentam as instituições de Educação Infantil. Ou seja, na sua elaboração e reelaboração professores e outros profissionais, educando, família e parceiros da comunidade devem ter vez e voz, articulando-se numa perspectiva democrática e participativa;
  • ser um documento aberto que pode, no processo, ser modificado, criticado, superado pela própria dinâmica da realidade.
REFERÊNCIAS: Faria, Vitória; Salles, Fátima. Currículo na Educação Infantil: Diálogo com os demais elementos da Proposta Pedagógica. Coleção Percursos. 2010, 1ª edição, São Paulo-SP, editora Scipione.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Elaboração/revisão da Proposta Pedagógica (Projeto Político Pedagógico)


Em 07 de abril de 2013, a nossa companheira seguidora do blog CRINFANCIA, Beatriz de Souza - Belo Horizonte, nos sugeriu que publicássemos algumas postagens a respeito do processo de elaboração da proposta pedagógica, visto que, no município de Belo Horizonte, as  escolas de Educação Infantil estão participando de um movimento de reescrita de suas propostas.

Considerando, a publicação da resolução 05, de 17 de dezembro de 2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, concordamos com Beatriz Souza, que é bastante pertinente tratarmos da PROPOSTA PEDAGÓGICA das escola de Educação Infantil aqui no CRINFANCIA, por isso, a partir de hoje estaremos incluindo essa temática em nossas discussões. Para conhecer a resolução 05/2009 clique aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"As paredes da escola falam?"

"Povoar constantemente a escola com a produção das crianças é mostrar  a  vida da escola [...] Uma exposição pode ser um  bom momento de encontro entre as pessoas, onde vemos e conversamos sobre os trabalhos e o aprendizado das crianças. Uma exposição pode ser uma celebração. Entretanto, isso não exclui a necessidade de expor o trabalho das crianças sempre" (Barbieri, 2012, p. 58).

No livro, "Interações: onde está a arte na infância?", Barbieri (2012, p. 56) questiona o uso de desenhos decorativos infantilizados, os quais encontram-se muito presentes nas paredes e muros das escolas. Segundo essa autora, esses desenhos não contribuem em nada, pois  "[...] muitas vezes, são desenhos muito simplificados,com traços pobres e que pretendem 'enfeitar' a escola. Desse modo, a autora propõe que as escolas exponham nas paredes e muros a produção das próprias crianças, proporcionando assim, uma experiência estética que contribua para formação de todos na escola

Barbieri (2012, p. 57), ressalta que ao expor o trabalho das crianças é necessário termos rigor estético, pois "[...] a exposição deve mostrar o cuidado do professor com a produção de seus alunos. A valorização do processo de criação deve acompanhar a exposição". Para isso, a autora sugere: